A força da resistência: uma análise crítica sobre políticas públicas de saúde para a população LGBTI+

Evento: 14º Seminário Nacional de Sociologia e Política
Atividade/GT: GT 7 - Sociologia da Saúde, da Morte e das Sensibilidades
Atualizado em: 21/05/2026

Autoria
Autor(a): Fernanda Marciano
Resumo
O texto analisa criticamente as políticas públicas de saúde externas à população LGBTI+ no Brasil, com ênfase no acesso integral de travestis e transexuais ao Sistema Único de Saúde (SUS). Parte de uma breve história das lutas e resistências do movimento LGBTI+, destacando processos de repressão institucional, disputas conceituais nos estudos de gênero e sexualidade e a centralidade da interseccionalidade para compreender os cruzamentos de raça, classe e gênero. Em seguida, realizamos um mapeamento jurídico-institucional das principais normativas relacionadas ao Processo Transexualizador no SUS, discutindo avanços, limites, judicialização e retrocessos recentes, especialmente em contextos de pânicos morais e manifestações conservadoras. Por fim, a partir de uma etnografia política situada em um hospital universitário, problematiza os processos de subjetivação negativa obtidos nos ambientes de saúde, evidenciando-se entre reconhecimento, patologização e controle institucional dos corpos trans. O artigo sustenta que a ampliação formal de direitos convive com práticas disciplinares que reiteram desigualdades estruturais, revelando os limites e as possibilidades da democracia brasileira na promoção de políticas públicas de equidade e justiça social.
Palavras Chaves: lgbti+; travestis e transexuais, políticas públicas de saúde.
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