O Integralismo no Paraná: uma análise a partir das relações de poder e parentesco (1932–1937)

Evento: 14º Seminário Nacional de Sociologia e Política
Atividade/GT: GT 1 - Instituições e Poder: Parentescos e Genealogia
Atualizado em: 21/05/2026

Autoria
Autor(a): Natália Cristina Granato
Resumo
Este trabalho analisa a Ação Integralista Brasileira (AIB) no Paraná a partir de uma abordagem prosopográfica, enfatizando as redes de parentesco, alianças familiares e conexões institucionais que sustentaram a difusão do integralismo no campo do poder estadual durante a década de 1930. Partindo da hipótese de que o integralismo paranaense não pode ser compreendido apenas como um movimento ideológico, mas como uma estratégia de recomposição de elites políticas deslocadas após a Revolução de 1930, a pesquisa investiga como famílias tradicionais, antigos republicanos e segmentos da intelectualidade se articularam à AIB para preservar ou recuperar posições de influência. O estudo focaliza trajetórias individuais e coletivas de lideranças integralistas no Paraná, como Brasil Pinheiro Machado, João Alves da Rocha Loures Sobrinho, Caetano Munhoz da Rocha e Raul Munhoz, evidenciando seus vínculos genealógicos com antigas oligarquias estaduais, como as famílias Guimarães, Rocha Loures, Camargo e Ribas. No Paraná, o integralismo encontrou terreno fértil em cidades como Curitiba, Ponta Grossa, Rio Negro e Paranaguá, nas quais as classes dominantes locais mobilizaram a AIB como plataforma de organização e disputa de poder. A pesquisa mostra que o rápido crescimento do movimento, que chegou a dezenas de milhares de filiados no estado, esteve diretamente relacionado ao incremento de capitais sociais, familiares, políticos, intelectuais e econômicos dos agentes integralistas. O trabalho também analisa o as disputas entre as redes integralistas e a hegemonia política do interventor Manoel Ribas.
Referências
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