Dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia aos Empates: resistência, cultura e formação de classe entre os seringueiros(as) do Acre

Evento: 14º Seminário Nacional de Sociologia e Política
Atividade/GT: GT 4 - Sociologia da Cultura
Atualizado em: 28/04/2026

Autoria
Autor(a): Victor Martins dos Santos Romero
Resumo
Este ensaio se insere em uma ampla gama de pesquisas de perspectiva sociológica que examinam as transformações socioculturais na Amazônia no século XX. Seu objetivo consiste em compreender a formação da cultura de classe dos seringueiros(as) no Acre, por meio da investigação da relação entre a produção artística e cultural e as diferentes organizações coletivas do trabalho, à luz dos projetos desenvolvimentistas nacionais na região. A partir da intersecção das relações concretas entre cultura e trabalho em um contexto de capitalismo extrativista, buscamos compreender a construção daquilo que E. P. Thompson denominou de cultura de classe. À vista disso, realizaremos uma pesquisa empírica sobre as obras do artista plástico Hélio Melo, de uma prática musical de um grupo de seringueiros(as), o baque, bem como a análise da formação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia e dos empates, importante movimento social no estado. Este estudo insere-se ainda em um contexto amplo de ações que visam promover a difusão das produções culturais, organizações políticas e a memória de alguns seringueiros(as) no Acre.
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