Resumo
Este ensaio se insere em uma ampla gama de pesquisas de perspectiva sociológica que examinam as transformações socioculturais na Amazônia no século XX. Seu objetivo consiste em compreender a formação da cultura de classe dos seringueiros(as) no Acre, por meio da investigação da relação entre a produção artística e cultural e as diferentes organizações coletivas do trabalho, à luz dos projetos desenvolvimentistas nacionais na região. A partir da intersecção das relações concretas entre cultura e trabalho em um contexto de capitalismo extrativista, buscamos compreender a construção daquilo que E. P. Thompson denominou de cultura de classe. À vista disso, realizaremos uma pesquisa empírica sobre as obras do artista plástico Hélio Melo, de uma prática musical de um grupo de seringueiros(as), o baque, bem como a análise da formação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia e dos empates, importante movimento social no estado. Este estudo insere-se ainda em um contexto amplo de ações que visam promover a difusão das produções culturais, organizações políticas e a memória de alguns seringueiros(as) no Acre.
Referências
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