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Eder Silva

Esta categoria contém 71 posts

Será que Temer Treme? A reconstrução da Bastilha e a encarnação de Marat na operação lava-jato

[Eder, Cultura Política] De Marat à Moro, um fator a ser destacado, e que muito bem pode ser incorporado à realidade social que se desdobrará nesses turbulentos dias, é um quê de “genocídio à uma determinada etnia que incorporou-se no sistema político brasileiro” ao longo destes 128 anos de nossa história. Nisto vejo o país buscando esperanças em uma ação do judiciário; ação que, ao meu ver, tem sua notoriedade pautada numa meticulosa e responsável lucidez! Continuar lendo

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Cohen – Tributo a um Ícone

[Eder Silva, Cotidiano] Apesar de sua fertilidade em criar, Cohen pouco se importou com os holofotes (outsider). Pouco se dispôs a aparecer diante da mídia e de ser considerado ilustre perante sua plateia. Mas preferiu sua privacidade e sua sutil (mas profunda) comunhão com o que ainda resta da sublime essência da vida humana. Contrariando o “zeitgeist” imposto por uma sociedade decadente de valores sublimes publicou seu pensamento estampado não apenas nas páginas dos livros escritos por ele, mas na sua rouca e grave voz. Continuar lendo

Eu acredito. E você?

Letra da banda “Camisa de Vênus” integrante do seu primeiro Lp lançado em 1983 que relata uma das possíveis características da condição social atual no Brasil. Continuar lendo

Temer para quê? Novos ares [pesados] para o Brasil

Acredito na democracia. Não como ela é praticada, mas pela ideia que ela passa, ou seja, com uma certa personificação de parceria do povo com seus governantes. E aqui é onde eu fundamento minha momentânea esperança: pois, se temos, de fato, poder para eleger governantes, por quê não também para tirá-los, destituindo-os quando não mais labutam em prol de nossas reais necessidades coletivas? Continuar lendo

Carnaval chuvoso e frio, afinal: é disso que o diabo não gosta!

[Texto de Eder Silva, Cotidiano] O que me consola é o fato de que nestes dias nos revelamos quem realmente somos: seres que só pensam em seus umbigos, em suas necessidades fisiológicas, e, acima de tudo, quando passa este momento de apoteose de insanidade, teimam a retornar com suas calorosas hipocrisias e simulacros à sociedade do espetáculo. Continuar lendo

Quase sem querer, né…

[Texto de Eder Silva, Cultura Política] Posso não ter um político ou um partido em quem me encorajar para ir para as urnas, mas, posso sim, ter a chance de não dar o prazer àqueles que descaradamente se portaram de maneira insensível às necessidades que a sociedade reivindicou no ano passado. Meu voto é de protesto e não de escolha. Continuar lendo

Afinal, em qual império vivemos hoje?

[Texto de Eder Silva, Cotidiano] E eu vos digo: contra fatos, não há argumentos! Ou seja, basta inclinarmo-nos um pouquinho mais, rebuscar em nossa caixola, na nossa massa cinzenta, acontecimentos passados que se aparentam com fenômenos sociais contemporâneos à esta geração, ambígua e confusa. Continuar lendo

Sobre Insurreições e Revoltas

[Texto de Eder Silva, Política e Sociedade] Se dermos crédito a certos oráculos da política hipócrita, do ponto de vista do poder, um pouco de revolta é desejável. Esquema: a revolta reforça os governos que não derruba; põe à prova o exército; concentra a burguesia; distende os músculos da polícia; constata a força da ossatura social. E uma ginástica; é quase uma higiene. O poder se sente melhor depois de um motim, como o homem depois de uma massagem.
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Brasil: justiça vesga e magrela nas margens do Ipiranga

[Texto de Eder Silva, Cultura Política] Às vezes sinto falta das ideologias utopistas da década de 80, onde se acreditava que pudéssemos, em algum momento, mudar a trajetória de nossa cultura, criarmos nossa própria identidade, nosso próprio tempo de dizer: “somos um”. Mas isso ficou na história de uma geração que viu seus sonhos se desfazerem no desprazer de se perder sua ingenuidade… Continuar lendo

Ditos, ritos e mitos na violência urbana

[Texto de Eder Silva, Violência e Cidadania] Pergunto-me às vezes aonde está a humanidade? Será que se escondeu por detrás da relva, amedrontada pela engrenagem robotizante materialista? Será que ela foi assassinada e entregue ao exu-caveira, ao tranca-ruas ou ao zé pilintra??? Será que foi oferecida em sacrifícios como holocausto e libação num ritual macabro? Ou se foi comercializada, trocada por um prato de lentilhas nas portas dos templos pelos pródigos cambistas pós-modernos? Continuar lendo