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Imigração: Caravana com 11 mil hondurenhos rumo EUA

Marcha de hondurenhos romo EUA

Política Internacional –

Tags:

Desemprego, Fome, Violência, Narcotraficantes, Opressão, Protestos, Repressão

Caravana com onze mil pessoas hondurenhas caminham desde o dia 22 de outubro em direção aos Estados Unidos da América. O governo americano diz que se trata de uma invasão. No México a caravana encontrou resistência dos nacionalistas. “Imigrantes sim, ilegais não! Protestam. Insegurança, desemprego e opressão são as principais causas da caravana.

Fico a pensar se esta caravana viesse ao Brasil? Uma possibilidade não descartada, haja vista que é uma tendência dos oprimidos partirem em direção a uma nova terra, ainda que sob intensa vigilância para a real legalidade.

Discretamente o Brasil vem recebendo anualmente milhares de imigrantes haitianos, colombianos, venezuelanos e outros povos, isto não dá para negar. Sem falar nos mais de oito mil cubanos que entraram via área da saúde com o aval do governo petista.

Nestes tempos modernos muitos defendem o fim das fronteiras. Tipo cada pessoa poderá ir pra onde quiser, sem problemas. Não importa a nacionalidade, principalmente entre países das Américas. Basta ter documentos limpos, dinheiro, pagar os pedágios, taxas, vistos, etc.

Desta forma, tal qual os brasileiros adentram os EUA, qualquer pessoa também assim poderá. Mas de forma legal. Os ilegais são e continuarão sendo deportados, presos, pois estão na ilegalidade diante da Lei.

Os migrantes alegam que EUA é uma esperança de recomeço, melhoria de vida. Justificativa é de que nos seus países de origem a vida está insustentável; socioeconomicamente. “Ninguém pensa um dia comer carne de cachorro”, disse uma venezuelana que chegou ao Brasil recentemente. “Somos refugiados. Buscamos a sobrevivência e os EUA é o país mais rico das Américas e do mundo” – completou nossa vizinha. Uma hondurenha, que participa da caravana rumo aos Estados Unidos e que está alojada no México disse “estamos dispostos realizar os serviços subalternos que os americanos não gostam de fazer” – disparou.

Caravana chega ao México

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A caravana de migrantes, em sua maioria hondurenhos, que caminham em direção aos Estados Unidos, na cidade de Isla, no estado mexicano de Veracruz, depois que as autoridades locais se recusaram a transportá-los até a Cidade do México.

Os migrantes, que saíram na manhã de sábado (3) da cidade de Sayula, devem transpor cerca de 90 km, uma viagem que levaria pouco mais de uma hora de carro, mas que dura cerca de 13 horas a pé.

Na sexta-feira (2), o governo do estado mexicano de Veracruz se ofereceu para transportá-los para a Cidade do México, onde os migrantes pretendem pedir documentos que lhes permitam viajar para a fronteira com os Estados Unidos. Mas, mais tarde, Miguel Ángel Yunes, governador de Veracruz, disse que seria melhor se os migrantes chegassem primeiro em uma cidade maior, por razões de segurança.

“Uma cidade grande, onde podemos ter instalações adequadas que lhes ofereçam acima de tudo segurança”, disse o governador de Veracruz, estado onde o crime organizado opera. Enquanto isso, uma segunda caravana de migrantes, que entrou na Guatemala na segunda-feira, continua a caminhada no estado mexicano de Chiapas, na fronteira com a Guatemala.

Caravanas devem se encontrar na Cidade do México

De acordo com Irineo Mujica, presidente da ONG Pueblos sin Fronteras, que acompanha os migrantes, as duas caravanas, separadas por 400 km, devem se reunir na Cidade do México, embora não haja data marcada para o encontro.

As caravanas de hondurenhos provocaram a ira do presidente Donald Trump, que anunciou que poderia posicionar até 15.000 soldados na fronteira entre os Estados Unidos e o México para tentar detê-los.

Segundo ele, mais de 7.000 soldados serão pré-posicionados em estados fronteiriços norte-americanos com o México – Califórnia, Arizona e Texas-, neste domingo (4), a apenas dois dias antes das eleições de meio de mandato de 6 de novembro, nos Estados Unidos. Donald Trump colocou a imigração como bandeira no centro da campanha republicana, nesta rodada de eleições norte-americanas.

Caravana em confronto no México

Depois de passar a segunda noite em território mexicano, milhares de hondurenhos sem documentos se preparam nesta segunda-feira 22 para continuar sua viagem rumo aos Estados Unidos, apesar do temor de detenção e deportação a qualquer momento ou de sequestro por narcotraficantes.

Quase 3 000 migrantes sem documentos chegaram no domingo à cidade mexicana de Tapachula depois de uma caminhada de mais de sete horas a partir de Ciudad Hidalgo, na fronteira entre México e Guatemala. Em poucos minutos, os integrantes do grupo se instalaram, exaustos, na praça principal da cidade.

Sua intenção original era entrar no país por meio da ponte internacional, passagem oficial entre Guatemala e México. Mas o governo mexicano fechou a fronteira na sexta-feira 19, ante a expectativa da chegada dos hondurenhos.

Muitos desistiram de pedir refúgio ou visto humanitário e optaram por cruzar o rio Suchiate a nado ou em balsas precárias. Pouco mais de 700 entraram legalmente no país, segundo as autoridades mexicanas. Esses migrantes estão em abrigos .

Fronteira do México com EUA

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A caravana partirá nesta segunda-feira para Huixtla, outra cidade de Chiapas, onde os imigrantes pretendem recuperar forças antes de seguir até Tijuana ou Mexicali, próximas dos Estados Unidos, seu destino final a mais de 3 000 quilômetros de distância.

“Sabemos bem que este país não nos recebe como esperávamos e que podem nos devolver a Honduras. Também sabemos que há narcotraficantes que sequestram e matam os migrantes”, disse Juan Carlos Flores, 47 anos.

“Mas vivemos com mais medo em nosso país, então seguimos adiante”, completou.

Em Honduras, país afetado pela violência e altos índices de pobreza, “a vida não vale nada, se você deseja continuar vivo tem que andar atento o tempo todo. Sabemos nos cuidar”, explica.

Reação americana

O presidente Donald Trump advertiu no domingo que “todos os esforços” estão sendo feitos para “deter o ataque” de migrantes na fronteira sul dos Estados Unidos.

“Infelizmente, parece que a polícia e as Forças Armadas do México são incapazes de parar a caravana destinada à fronteira sul dos Estados Unidos”, escreveu Trump em publicação no Twitter nesta segunda, acrescentando: “Eu alertei a Patrulha de Fronteira e as Forças Armadas de que essa é uma emergência nacional”.

Trump disse ainda que começará a cortar ou reduzir significativamente a ajuda externa a Guatemala, Honduras e El Salvador, afirmando no Twitter que os países “não foram capazes de impedir pessoas de deixarem seus países e de entrarem ilegalmente nos EUA”.

Segundo o jornal The New York Times, o governo americano está pressionando cada vez mais as autoridades federais de imigração para que encontrem soluções para proteger a fronteira sul do país da entrada de imigrantes.

De acordo com o diário, membros do Departamento de Segurança Nacional, do Ministério da Justiça, da Casa Branca e do Departamento de Estado têm se encontrado regularmente para elaborar uma alternativa para a política de separação de famílias implantada pelo governo Trump e que gerou grande controvérsia entre junho e julho deste ano.

A solução mais viável encontrada até agora, segundo o NYT, seria deixar as famílias imigrantes que entram ilegalmente no país escolherem entre ficar presas ao lado dos filhos nos locais de detenção regulares ou deixar os menores de idade sobre os cuidados do serviço social em centros especiais para crianç

Nova caravana

Uma segunda caravana, de quase 1 000 hondurenhos, iniciou neste domingo na Guatemala uma travessia a pé até a fronteira com o México, também com o objetivo de chegar aos Estados Unidos.

A longa fila de hondurenhos saiu do povoado de Esquipulas, onde pernoitou no sábado após entrar na Guatemala pelo posto fronteiriço de Água Caliente.

O trajeto pelo México pode durar um mês. A caravana que já está no México percorreu mais de 700 quilômetros a partir da cidade hondurenha de San Pedro Sula, de onde partiu em 13 de outubro.

Policiais mexicanos interceptaram migrantes para “convidá-los” a abrigos, onde solicitariam refúgio ou visto. Muitos recusaram a oferta pelo temor de uma armadilha para seu repatriamento.

Sem documentos, os migrantes ficam na clandestinidade ao longo de milhares de quilômetros e à mercê da ação de traficantes de pessoas ou drogas.

(Com AFP e EFE)

Marcha rumo EUA.

Milhares de pessoas, a maioria delas de Honduras, retomaram no domingo sua marcha rumo aos Estados Unidos. Logo no início do dia, a enorme caravana saiu de Ciudad Hidalgo, no sul do México, a caminho da fronteira do país com o território americano. Elas dizem fugir da violência e da pobreza em seu país, em busca do que acreditam que será uma vida melhor.

Houve tumulto na fronteira do México com a Guatemala, quando estas pessoas, entre eles crianças, idosos e mulheres, foram barradas por autoridades na ponte que liga os dois países.

Muitos entraram ilegalmente, nadando, de barco e com a ajuda de cordas, pelo rio Suchiate, passando sob a ponte onde fica o posto de imigração. Ao mesmo tempo, o México autorizou a entrada de pequenos grupos que pediam asilo e concedeu permissão para ficarem no país por 45 dias.

O menino que viaja sozinho entre os milhares de hondurenhos que tentam chegar aos EUA

Exaustos e famintos, milhares de migrantes chegam ao México rumo aos EUA ‘em busca de emprego e segurança’

Um grupo de 2 mil pessoas votou na manhã de domingo se continuaria a jornada que já chega ao nono dia, segundo a agência de notícias AP. Erguendo suas mãos, a maioria delas manifestou sua vontade de prosseguir e não foram impedidas de cruzar a fronteira.

“Caminharemos juntos!”, disseram, comemorando quando já caminhavam em território mexicano. “Sim, podemos.”

Algumas estão visivelmente cansadas, mas quase todas tinham um sorriso no rosto. “É muito importante para nós estar aqui”, disse à BBC José Luis, um dos integrantes da caravana.

A marcha partiu de San Pedro Sula, em Honduras, e cruzou a Guatemala. Agora, o enorme grupo de pessoas caminha pela estrada entre Ciudad Hidalgo e Tapachula, no sudeste mexicano.

Um grupo de mexicanos se organizou para escoltá-las. A polícia vai à frente, em patrulhas. Até o momento, não está claro se as autoridades tentarão detê-las.

O presidente americano, Donald Trump, já fez vários alertas para que os migrantes voltem e ameaçou fechar a fronteira americana e cortar ajuda enviada aos países que permitam sua passagem.

Em um tuíte publicado no domingo, ele disse que esforços estão sendo feitos para “parar o ataque de aliens ilegais”. Ele sugeriu que a caravana tem motivações políticas.

“As caravanas são uma desgraça para o Partido Democrata. Mudem as leis de imigração AGORA!”, escreveu.

O que aconteceu na fronteira?

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Muitos romperam temporariamente as barreiras colocas na ponte entre a Guatemala e o México. Policiais usaram gás lacrimogênio para forçar as pessoas a voltarem depois de serem atacados com pedras.

Vários pularam no rio Suchiate para chegar a botes, enquanto outros voltaram para a Guatemala ou simplesmente sentaram na ponte. Pessoas teriam ficado feridas no confronto.

As autoridades mexicanas disseram que aqueles com passaportes e vistos válidos poderiam entrar imediatamente, mas acredita-se que isso represente apenas uma minoria do grupo.

E alertaram que pessoas sem documentos teriam de pedir refúgio ou retornar, e que qualquer um que cruzasse ilegalmente seria detido e deportado.

Uma parte permanece ainda na ponte, aguardando um sinal das autoridades mexicanas em meio ao calor e dormindo sobre o asfalto, sem acesso a água corrente ou banheiros, enquanto milhares caminham já no México.

“Ficamos desesperados e decidimos seguir para buscar um futuro nos Estados Unidos. Além disso, não havia garantias de que não iam nos deportar se esperássemos”, diz Juan Pablo, um jovem que cruzou a fronteira a nado.

Jessica, de 15 anos, viaja sozinha entre os que agora marcham em território mexicano. Quer chegar a Nova York, onde tem familiares. “Vim porque uns membros de uma gangue me disseram que iam me matar.”

Ela pediu o telefone de um desconhecido para ligar para a minha mãe. “Ela chorou e me pediu para que eu me cuidasse.”

O que acontecerá agora?

Na sexta-feira, o presidente de Honduras, Juan Orlando Hernandez disse ter conversado com o presidente da Guatemala e pedido permissão para enviar apoio local para ajudar com a caravana.

“Pedi autorização para contratar transporte terrestre para quem quisesse voltar e aéreo para casos especiais envolvendo mulheres, crianças, idosos e doentes”, tuitou Hernandez.

Os dois presidentes se encontraram no sábado para debater a situação e disseram que 2 mil pessoas dentre as mais de 4 mil que estavam na fronteira já voltaram.

Mas, para a maioria, dar meia volta não parece ser uma opção. “Chegamos até aqui, não há como voltar. Queremos atravessar o México”, disse David López, um dos coordenadores da marcha, que cruzou a fronteira pelo rio.

O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, disse que o conflito na fronteira era “sem precedentes” e acusou alguns dos integrantes da caravana de atacarem a polícia.

Grupos de defesa de direitos humanos criticaram a reação de México e Estados Unidos.

Ainda que as autoridades mexicanas tenham começado a deixar as pessoas entrarem, processando pedidos de refúgio, o ritmo é lento. “Essa é uma crise. As crianças estão sofrendo muito e se passarem muito tempo aqui (na ponte), pode haver mortos”, diz Eva Fernández, da ONG Yo Amo Guatemala, que saiu da Califórnia para ajudar a organizar a marcha.

O comissário nacional de segurança do México, Renato Sales Heredia, disse à BBC que estas pessoas devem “comprovar que, em seu país de origem, sofrem com a violência ou algum problema humanitário.

Sales disse que cada caso será analisado individualmente, um processo que costuma levar 40 dias. Ele garantiu que serão processadas em média 300 solitações de refúgio por dia.

Por que Trump está preocupado?

Trumpp

Desde sua campanha, Trump faz ataques a imigrantes ilegais, e esta recente caravana vem após uma série de medidas contra isso.

os migrantes, há crianças, idosos e famílias que deixaram tudo para trás

Mudanças nas regras de detenção fizeram com que milhares de crianças fossem detidas e separadas de seus pais na fronteira entre México e Estados Unidos neste ano, gerando críticas no país e internacionalmente.

As ameaças de Trump são feitas semanas antes das eleições legislativas de 6 de novembro, em que membros do Partido Republicano, do qual o presidente americano faz parte, podem perder assentos no Congresso para democratas.

De acordo com uma pesquisa da Fundação Kaiser, a imigração é o tema mais importante para 15% dos eleitores – o índice chega a 25% entre aqueles que se declaram republicanos.

Trump já enviou a Guarda Nacional para a fronteira antes, e não está claro o que ele quer dizer ao falar que a fechará completamente e se isso pode afetar empresas e quem tenha um visto.

Segundo a lei internacional, os Estados Unidos não podem deportar quem pede asilo sem antes determinar se a solicitação é válida.

Qual é a motivação da caravana?

A pobreza e a violência são motivos citados por quem participa da marcha para ter deixado para trás seu país e suas famílias. A maioria acredita que terá uma vida melhor nos Estados Unidos.

“Saímos de Honduras porque é difícil conseguir um trabalho digno para poder comer e sustentar nossas famílias e porque as gangues nos fazem de reféns: devia pagar para que me deixassem trabalhar em minha pequena oficina mecânica, mas, como não pude pagar, tive de fechá-la”, diz Pedro, um dos que caminham com a caravana.

Cerca de 10% da população da Guatemala, El Salvador e Honduras já deixou seus países para fugir da criminalidade, o recrutamento forçado por gangues e as poucas oportunidades de trabalho.

A região tem uma das maiores taxas de homicídios do mundo, segundo dados da ONU, e Honduras lidera o ranking global, com 55,5 mortes para cada 100 mil habitantes em 2016 – o Brasil ocupa a sétima posição, com 31,3 para cada 100 mil.

“Sabemos que essa caminhada é especialmente difícil para nossos filhos, mas o que podemos fazer? Em nosso país, não temos futuro”, diz Dania, que saiu de San Pedro Sula com o marido e seus quatro filhos.

“Chegar aos Estados Unidos é uma questão de vida ou morte. Ou vivemos todos ou morremos todos.”

“Uma caravana de migrantes hondurenhos com destino aos Estados Unidos cruzou a fronteira sul da Guatemala na noite de segunda-feira e rapidamente recebeu uma repreensão do presidente Donald Trump, que ameaçou retirar toda a ajuda a Honduras, a menos que, de algum modo, fizesse voltar seus cidadãos.

A caravana de migrantes inclui mais de mil pessoas e espera-se que continue a se expandir à medida que se desloca para o norte da Guatemala e do México. “

Fontes

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-45930332

https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/caravana-de-migrantes-vai-em-direcao-aos-eua-e-desperta-a-ira-de-trump-73c2p95pjwi42n1dx06ssrbag

http://br.rfi.fr/americas/20181103-caravanas-de-migrantes-da-america-central-seguem-em-direcao-aos-estados-unidos

http://veja.abril.com.br/mundo/caravana-de-imigrantes-continua-viagem-pelo-mexico-em-direcao-aos-eua/o governo

Carlos Evangelista é jornalista (ESEEI) e especialista em Sociologia Política (UFPR). Este artigo reflete as opiniões do autor. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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