//
você está lendo...
Carlos Evangelista, Políticas Públicas, Uncategorized

Normose: Que doença é essa?

normose-5

Todos nós queremos paz, saúde, prosperidade e amor. Porém, igualmente sabemos que essa tal felicidade plena é quase uma utopia.

Nos preparamos e ansiamos bons resultados naquilo que nos propomos com afinco. Mas quando surgem as decepções, as turbulências e as frustrações ou culpamos alguém ou nos afundamos em medicamentos, ópios e até nas drogas visando a superação dessas conquistas não alcançadas. Um turbilhão de maus presságios passam rondar nossa mente, até então considerada normal, desde a tenra idade até além da terceira idade, seja no ambiente familiar, no trabalho, meio empresarial, enfim; todas as pessoas viveram ou  ainda  viverão essas  tais frustrações individuais. Para algumas pessoas pode ser o fim do mundo, para outras é apenas uma mudança de vida que precisa ser aceita interior e depois exteriormente.

Normose: Patologia da Normalidade

Penso que nenhuma pessoa se prepara para superar as anomalias da normalidade, envolvendo opiniões, atitudes, comportamentos e hábitos dotados de consenso social e patogênicos nos diversos graus de intensidade.

Para a filósofa Dulce Magalhães que escreve sobre mudanças de paradigmas, o normótico acredita que geração de renda e falta de tempo para si ou para a família são indissociáveis. “As pessoas consideram que trabalhar muitas horas, colocar em risco sua saúde e suas relações é normal. Mas isso tem um custo pessoal e social alto demais, que acabam levando a problemas de saúde pública e violência, por exemplo”, diz a  filósofa.

psicologia

Na opinião de Roberto Crema, cada um de nós tem talentos diversos, mas “o normótico padece de falta de empenho em fazer florescer seus dons e enterra seus talentos com medo da própria grandeza, fugindo da sua missão individual e intransferível”. Quando  temos necessidade  de, a todo custo,  ser como os outros, não escutamos nossa própria vocação”,  acredita Crema.

Eduardo Marinho afirma que a desnormotização começa dentro de cada um e que a educação, seria melhor se tivéssemos um novo modelo educacional. A escola poderia ser o lugar onde  as  crianças descobrem suas verdadeiras vocações, em vez de  tentar padronizar  os  alunos  e convencê-los a  serem  normais.

“A humanidade pode estar sendo acometida por uma epidemia  global;  a Normose, uma  obsessão doentia por ser normal”.

No livro Well Saide, de Darlene Price, a escritora diz o que não se deve dizer no ambiente de trabalho, pelo menos em horário de expediente. Falando diretamente aos empresários e população em geral Darlene busca responder desafios  envolvendo inovação,  criatividade e  capacidade  de  resolver problemas. Na atualidade esse profissional é bastante valorizado nos grupos  empresariais.

Normose empresarial – Well Said

Culpar os outros é bem mais cômodo tipo: “não é justo, não é problema meu, Não sou pago para isso. Eu acho. Nós sempre  fizemos  assim”. São alguns exemplos do que falamos ou não no dia-a-dia.

maxresdefault (1)

As guerras, o banditismo, os homicidas, a corrupção, a prostituição, existem desde o começo da humanidade. Assim como a infelicidade, as atrocidades, a violência e as lágrimas resistem até aos dias atuais. Isso hoje em dia é normal, dirá alguém.

Todos buscamos a felicidade, sem os rancores e arrotos de ontem e muito menos com a ansiedade do amanhã. Certo é vivenciar com alegria e amor o presente.

O britânico G.K Chester (1874-1936) disse que “louco é quem perdeu tudo, exceto a razão”.

imagens para comparilhar no facebook eu tentei

Diante do exposto, não pode ser normal, por exemplo, ver um ser humano perder o sentido da vida, e se afundar nas drogas, na ociosidade, roubar ou mendigar. Se a Normose é uma doença, é preciso buscar a cura.

 

Fontes:

Livros: Normose- A Patologia da Normalidade de Jean-Ives, Pierre Weil e Roberto Crema- Verus 2003 e Editora Vozes.

Rápido e Devagar: Duas formas de pensar. Daniel Kahneman, Objetiva, 2012.

Well Said – Darlene Price

Revista Super Interessante- Julho 2013 – páginas 76/79

www.abril.com.br/Normose

www.Scielo.br/Normose

www.profrandes.com.br/fuja da normalidade

www.revistas.pucsp.br/Normose – a Patologia da Normalidade-Puc-SP

 

Carlos Evangelista é jornalista (ESEEI) e especialista em Sociologia Política (UFPR). Este artigo reflete as opiniões do autor. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

Anúncios

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: