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Cotidiano, Eder Silva

Cohen – Tributo a um Ícone

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Morreu nesta quinta (10) Leonard Cohen, uma das mentes mais lúcidas e férteis que a contemporaneidade presenciou. Um gênio não só na música, mas na literatura e no pensamento social. Acompanho o trabalho deste digno se humano desde minha mocidade, quando pude conhecer seu trabalho através de um filme chamado “Pump up the Volume” ou no Brasil, “Um Som Diferente”. E foi isso mesmo que sua trajetória pôde contribuir à sociedade: um som diferente de todos os demais que teimam poluir uma geração que pouco ou nada preocupa-se com “criar”, mas tão simplesmente “copiar e colar”. Apesar de sua fertilidade em criar, Cohen pouco se importou com os holofotes (outsider). Pouco se dispôs a aparecer diante da mídia e de ser considerado ilustre perante sua plateia. Mas preferiu sua privacidade e sua sutil (mas profunda) comunhão com o que ainda resta da sublime essência da vida humana. Contrariando o “zeitgeist” imposto por uma sociedade decadente de valores sublimes publicou seu pensamento estampado não apenas nas páginas dos livros escritos por ele, mas na sua rouca e grave voz. Através de sua criação artística podemos “dançar” pelos porões ainda não explorados das nossas percepções. É prazeroso quando se escreve sobre algo ou alguém que, de certa forma, nos influencia ou nos chama a atenção, e com isso, tento aqui amenizar as contas que devo à este que muito contribuiu com a formação de minhas opiniões e até mesmo de minhas tentativas poéticas e políticas aqui neste blog. Os céus ganha e a humanidade perde mais um ícone que muito bem influenciou o cenário artístico e intelectual. Halleluia!!!

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A BBC lembra 10 músicas inesquecíveis do canadense, ciente de que a lista poderia ser muito maior.

1. Hallelujah (1984)

Leonard Cohen contou que a primeira reação do presidente da gravadora CBS, Walter Yetnikoff, ao ouvir pela primeira vez esta canção foi considerá-la uma abominação: “O que é isso? Isso não é música pop, não vamos lançar. É um desastre …”

Para Cohen, no entanto, Hallelujah tinha algo muito especial e lhe consumiu muito tempo. Obcecado com cada palavra, descartou mais de 80 rascunhos antes de terminá-la.

O “desastre” previsto pelo presidente da gravadora se tornou um dos maiores sucessos de Cohen, gravada por inúmeros artistas dos mais variados gêneros, de Jeff Buckley e Nick Cave a Bon Jovi e Sandy (com o irmão Junior e o marido, Lucas Lima).

2. Suzanne (1967)

“Para você que tocou o corpo perfeito dela com sua mente”, diz uma das canções mais marcantes da primeira fase da carreira de Cohen, que começou escrevendo poesias nos anos 1960 e migrou para a música depois de visitar Nova York, onde conheceu a cantora folk Judy Collins.

Suzanne Verdal, a musa que dá nome a música, é uma mulher que conheceu em um café em Montreal – e que estava com o namorado.

A música está no álbum de estréia de Cohen.

3. Bird on a Wire (1969)

No final dos anos 1960, Cohen estava deprimido, “dando um tempo” na ilha grega de Hydra. Havia se mudado para lá depois de se formar na Universidade McGill e de comprar uma casa na ilha, por US$ 1.500, dinheiro herdado do pai.

Um dia, observou um pássaro que passava o tempo sobre um fio.

Esta imagem foi suficiente para ele compor uma de suas mais belas canções.

4. I’m Your Man (1988)

“Se quer um amante, farei qualquer coisa que você quiser. E se você quiser outro tipo de amor, usarei uma máscara para você”

Esta canção de amor – explícita – veio num momento em que carreira de Cohen estava com a popularidade em baixa e tornou-se um grande sucesso.

5. First We Take Manhattan (1988)

Foi originalmente gravada por Jennifer Warnes em 1987 para o álbum Famous Blue Raincoat, um tributo a Cohen, que gravaria a música no álbum I’m Your Man, lançado no ano seguinte.

“Primeiro a gente assume Manhattan; em seguida, a gente assume Berlim”, diz o refrão da música.

6. Everybody Knows (1988)

Os críticos consideram essa uma das canções mais pessimistas de Cohen.

Diz que os pobres continuam pobres enquanto os ricos ficam cada vez mais ricos, e que “todo mundo sabe que a praga está chegando/ todo mundo sabe que está se movendo rápido”.

7. So Long, Marianne (1967)

Marianne Jensen foi a musa dessa música. Eles se conheceram na Grécia, em Hydra, e mantiveram uma relação de 7 anos.

Cohen mais de uma vez contou que Marianne foi a mulher mais bonita que conheceu. Ela morreu em julho passado.

Ao saber que estava doente, Cohen mandou-lhe uma carta para que pudesse lê-la antes de sua morte.

8. Ain’t no Cure for Love (1988)

Também parte do disco de Jennifer Warnes, de 1987, ainda que as versões cantadas por ela e por Cohen sejam ligeiramente diferentes.

“Médicos trabalhando dia e noite. Mas nunca encontrarão a cura; a cura para o amor”, diz a letra.

9. Sisters of Mercy (1967)

Esta música também é do álbum de estréia de Cohen, no qual também aparecem os sucessos “Suzanne” e “So long, Marianne”.

Foi composta na cidade canadense de Edmonton, durante um nevasca.

“Havia duas jovens viajantes, Barbara e Lorraine, que não tinham para onde ir. Lhes dei refúgio no meu quarto de hotel, onde imediatamente adormeceram e as observei de uma cadeira”, contou Cohen sobre como compôs a canção.

“Quando acordaram, tinha terminado a canção e a toquei para elas”.

10. Dance Me to the End of Love

Embora tenha a estrutura de uma música de amor, essa canção foi inspirada no Holocausto.

Cohen disse certa vez que “é curioso como surgem as canções, porque a origem de cada uma tem um grão ou uma semente que alguém lhe entrega…O processo de escrever uma canção é misterioso”.

“Estou pronto para morrer. Espero que não seja muito desconfortável”, disse Cohen em entrevista à New Yorker, no mês passado

Cohen deixa um enorme e variado repertório.

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Fonte: BBC News Enterteinmente & Arts (http://www.bbc.com/news/entertainment-arts-37946654)

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Sobre Eder Silva

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Discussão

Um comentário sobre “Cohen – Tributo a um Ícone

  1. Lindas e profundas palavras meu amor. Bjs

    Publicado por Andreia | 12 de novembro de 2016, 8:26 am

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