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Carlos Evangelista, Uncategorized

Golfinho boiando na praia do Paraná

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Tags:

Armadilhas, Ecologia, Envenenamento, Redes, Sensacionalismo digital, Sonares

Nossa como é penoso ver um golfinho aparecer na praia boiando e lá ao fundo avistar cerca de quinze navios ancorados aguardando carregar ou descarregar no Porto de Paranaguá!

No último dia 24 de janeiro deste ano, na praia de Ipanema, em Pontal do Sul, no Paraná, um golfinho ainda jovem, medindo aproximadamente 2,30m e pesando em torno de 150 quilos foi motivo  de centenas  de  cliques pelos  curiosos. Logo uma menina julgou, condenou e gritou: “Esse bicho tem mais é que morrer mesmo. Eles vêm aqui pra comer a gente e morrem. Um a menos. Isso é tubarão do mal”.

O bombeiro avalia e dispara; “esse é um golfinho, certamente encalhou por aí, morreu e o mar trouxe pra cá. É a lei da natureza”.

A tardinha, uma  viatura da Marinha resgatou o  animal promovendo  mais  cliques. Alguém indagou o agente de resgate da fauna. Qual a diferença entre um golfinho e um tubarão?

Golfinho tem cara do bem. O tubarão tem cara de mal.

Se o golfinho morreu é porque foi ferido, se perdeu ou foi agredido nas redes. Os sonares de navios, os motores dos barcos de pescas confundem a comunicação dos golfinhos, das baleias, dos tubarões, e de outros animais do mar.

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Fico a perguntar se a morte do golfinho foi acidental ou proposital. O surgimento do golfinho agoniando na praia, lá pelas três horas da tarde foi motivo de correria e cliques, depois o animal ficou lá inerte na areia morto. Em seguida veio a camionete moderna do resgate da fauna marítima e levou o cetáceo.

Obviamente que o golfinho tenha também morrido de velhice, mas também pode ter sido agredido, ferido e morto. Mas será mesmo que o ser humano se sensibiliza com a morte de um peixe grande ou é puro sensacionalismo digital, onde cada qual empunha o seu celular ou tablete para registrar tudo, ainda que seja preciso saber documentar o ocorrido com qualidade e convencimento. Certo é que mais um golfinho morreu. E daí, amanhã a praia estará limpa e que se dane esse tal de meio ambiente na apuração da causa mortis do animal.

Penso até que se fosse um tubarão ou uma baleia teria sido escarneado ali mesmo na praia e cada qual interessado levaria um pedaço do peixe grande. A questão é saber se foi acidente marítimo, morte natural ou se podemos fazer alguma coisa para impedir que se morram tantas espécies do mar. Muitas delas em extinção?

Fontes:

www.bbc.com/portuguese/ciencia/021113_golfinhosebc.shtml

www.saudeanimal.com.br/golfinho.htm

Carlos Evangelista é jornalista (ESEEI) e especialista em Sociologia Política (UFPR). Este artigo reflete as opiniões do autor. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

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