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Carlos Evangelista, Políticas Públicas

Florestas do Brasil:– Parte I

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Floresta Amazônica

A palavra floresta é usada para nomear um tipo de formação vegetal em que o elemento dominante são as árvores. Asgrandes formações florestais do Brasil são: A Floresta Amazônica, a Mata Atlântica e a Mata das Araucárias ou Floresta dos Pinhais.

Mas é bom destacar que existem outros tipos de vegetação no Brasil, como por exemplo, a caatinga, os campos, o cerrado, os manguezais e a Mata dos Cocais.

Floresta Amazônica: 61% do território brasileiro

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A Floresta Amazônica é ainda a maior reserva de animais e de plantas do Brasil. Essa formação, porém, já está bastante ameaçada pela presença de fazendas, de atividades madeireira,mineradoras,  de  hidrelétricas,  de  estradas e pela  criação  de  gado.

A Amazônia, ou domínio amazônico é o nome dado à região que possui aproximadamente 6,5 milhões de Km2, distribuídos em nove países da América do Sul: Bolívia, Brasil (Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá e Tocantins), Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. Esse domínio é banhado pela bacia amazônica.

No Brasil, para fins de planejamento econômico em 1953, foicriada a Amazônia Legal, uma área que reúne os estado da região Norte e também parte do estado do Maranhão e do Mato Grosso e  corresponde a  61% do  território  nacional.

Grande parte das nossas florestas e matas nativas já desapareceu. Nas cidades, a maior parte da vegetação foi substituída por plantas cultivadas. As florestas nativas estão sendo ocupadas e transformadas por pastagens e cultivo de produtos agrícolas.

Biodiversidade

A maior parte do oxigênio que respiramos vem do plâncton dosoceanos e das exuberantes florestas ao redor do mundo. As frutas e verduras que comemos provavelmente foram polinizadas por abelhas, e a água que bebemos é parte de um imensociclo global que envolve você, florestas, nuvens, chuvas,geleiras,  rios  e  oceanos.

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O desaparecimento de espécies únicas é uma perda que não pode ser calculada e nos deixa a todos muito mais pobres. A perda de espécies […] ameaça a nossa própria sobrevivência.

A bela e generosa diversidade do mundo natural tem sido destruída como resultado de atividades humanas. A derrubada ou queima de florestas, a remoção de mangues, agriculturaintensiva,  o  stress da poluição,  a pesca excessiva e os  impactos das alterações  climáticas,  todos estes  fatores estão  destruindo a  biodiversidade.

Desenvolvimento para quem? 

Uma das últimas grandes reservas de madeira tropical do planeta, a Amazônia enfrenta um acelerado processo de degradação para a extração do produto. A agropecuária vem a reboque, ocupando enormes extensões de terra sob o pretexto de que o celeiro do mundo é ali. Mas o modelo de produção, em geral, é antigo e se esparrama para os lados, avançando sobre as matas e deixando enormes áreas abandonadas.

Ainda assim, o setor do agronegócio quer mais. No Congresso, o lobby ruralista por mudanças na legislação ambiental conseguiu aprovar o novo Código Florestal, que concedeu anistia a quem desmatou ilegalmente e enfraqueceu a legislação. O objetivo é que mais áreas de floresta deem lugar à produção, principalmente, de gado e soja. A fome por desenvolvimento deu ao país a segunda posição dentre os maiores exportadores de produtos agrícolas. Mas os louros desses números passaram longe da população local. As taxas anuais de desmatamento na Amazônia brasileira, que haviam caído nos últimos anos, aumentaram 28% entre agosto de 2012 e julho de 2013.

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A exploração predatória e ilegal de madeira continua a ser um enorme problema na região, e tem como principal consequência a degradação florestal, que é o primeiro passo para o desmatamento. Além disso, ela causa inúmeros conflitos sociais, como ameaças e assassinatos de lideranças que lutam para proteger a floresta. Como se não bastasse, essa madeira chega aos mercados nacionais e internacionais como se fosse legal, por meio de um processo de “lavagem” que utiliza documentos oficiais para dar status de legalidade à madeira tirada de locais que não possuem autorização – incluindo áreas protegidas, como terras indígenas e unidades de conservação. O sistema do governo que deveria controlar o setor madeireiro é falho e está totalmente fora de controle.

As promessas de desenvolvimento para a Amazônia também se espalham pelos rios, em forma de grandes hidrelétricas, e pelas províncias minerais, em forma de garimpo. Mas o modelo econômico escolhido para a região deixa de fora os dois elementos essenciais na grandeza da Amazônia: meio ambiente e pessoas.

Soluções

– Desmatamento zero: Ao zerar o desmatamento na Amazônia até 2020, o Brasil estará fazendo sua parte para diminuir o ritmo do aquecimento global, assegurar a biodiversidade e o uso responsável deste patrimônio para beneficiar a população local. Atualmente, o Projeto de Lei de Iniciativa Popular pelo Desmatamento Zero no Brasil já conquistou o apoio de 1 milhão de brasileiros. Não é preciso derrubar mais florestas para que o país continue produzindo. Ações contra o desmatamento e alternativas econômicas que estimulem os habitantes da floresta a mantê-la de pé devem caminhar juntas.

– Áreas protegidas: Uma parte do bioma é protegida legalmente por unidades de conservação, terras indígenas ou áreas militares. Mas a falta de implementação das leis faz com que mesmo essas áreas continuem à mercê dos criminosos.

– Regularização fundiária: É a definição, pelo Estado, de quem tem direito à posse de terra. O primeiro passo é o mapeamento das propriedades privadas para possibilitar o monitoramento de novos desmatamentos e a responsabilização de toda a cadeia produtiva pelos crimes ambientais ocorridos.

– Governança: Para todas essas medidas se tornarem efetivas, o governo precisa estar na Amazônia, com recursos e infraestrutura para fazer valer as leis de preservação. A proteção da Amazônia e a criação de um modelo de desenvolvimento sustentável e justo para a região pode gerar oportunidades para os povos que dependem da floresta.

Fontes:

www.mma.gov.br

http://www.greenpeace.org/brasil/pt

Carlos Evangelista é jornalista (ESEEI) e especialista em Sociologia Política (UFPR). Este artigo reflete as opiniões do autor. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

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