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Carlos Evangelista, Política Internacional

Aquecimento global: Desafios ambientais do século XXI

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Recentemente o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama, em rede nacional e internacional fez um discurso político veemente sobre aquecimento global e as catástrofes prenunciadas se o homem não agir rápido para evitar danos maiores. A partir de Obama, muito provavelmente, sendo este um ano eleitoral no Brasil, políticos demagogos irão tentar tirar proveito do assunto. Suposições à parte, certo é que os desafios ambientais são globais e nós brasileiros também somos parte integrante deste processo e cada um pode desde já contribuir para socorrer o Planeta Terra. O aquecimento do planeta é uma realidade e, se nada for feito, ele trará consequências catastróficas para a biodiversidade e para o ser humano.
O Greenpeace pressiona empresas e governos a abandonarem fontes fósseis de geração de energia, como o petróleo e o carvão, e substituí-las pelas novas renováveis, como solar e eólica. Essa é uma estratégia não só para reduzir as emissões de gases-estufa, mas para consolidar um crescimento econômico baseado em tecnologias que não prejudicam o planeta.
A Organização Meteorológica Mundial afirma que entre 1990 e 2012 houve um aumento de 32% na chamada força radioativa – o efeito do aquecimento sobre o clima – devido às concentrações crescentes de dióxido de carbono (CO2), do metano (CH4) e do óxido nitroso (N2O) na atmosfera.

Desde o começo da era industrial, em 1750, a concentração média de CO2 teria aumentado 41%, a de CH4, 160%, e a do N2O, 20%..
Em maio de 2013, o Scripps Institution of Oceanography, da Universidade de San Diego, que monitora a estação de Mauna Loa, no Havaí, anunciou que a concentração de CO2 na atmosfera chegou a 400,03 ppm.
O Instituto Goddard para Estudos Espaciais da NASA (GISS) divulgou um estudo em dezembro de 2010 com dados de 6300 estações meteorológicas, informações de satélites e de centros de pesquisa na Antártica e chegou a conclusão que não há dúvidas de que o planeta está aquecendo.

A indústria floresceu baseada na queima de carvão e petróleo, duas fontes de energia encontradas na natureza cujo calor movimenta usinas, indústrias e economias gigantescas, como a dos Estados Unidos, da Europa e da China. Acontece que, com a queima, o carvão e o petróleo liberam no ar volumes gigantescos do gás dióxido de carbono (CO2). A exploração sem controle de outra matéria-prima, a florestal, também jogou outros milhões de toneladas desse gás no ar.
O CO2, também chamado de gás carbônico, é parte da atmosfera terrestre e forma uma capa ao redor da Terra, que faz a temperatura do planeta adequada para a manutenção da vida – inclusive a humana. Esse processo se chama efeito estufa. O problema, portanto, não é o mecanismo natural em si, mas a interferência feita pelo homem. O volume extra de CO2 e de outros gases, como o metano, que foram para a atmosfera a partir da Revolução Industrial engrossou a capa, de forma que a temperatura passou a subir perigosamente.
Um planeta mais quente desequilibra o ultrassensível sistema climático da Terra. Como consequência, o gelo dos polos derrete e eleva o nível médio dos oceanos, ameaçando populações costeiras; tempestades se tornam mais frequentes, intensas e perigosas, assim como ondas de calor; biomas como a Amazônia são ameaçados pela alteração no sistema de chuvas. Populações já vulneráveis ficam com a corda no pescoço, sofrendo impactos na produção de alimentos, fornecimento de água, moradia.
Podemos voltar atrás? Em determinado grau, não, pelo menos em curto prazo. Mas o custo do desenvolvimento feito de qualquer jeito é alto demais para as próximas gerações, e uma resposta deve ser dada imediatamente. Precisamos deixar essa capa que cobre a Terra mais fina – ou pelo menos mantê-la do jeito que ela está hoje.
Quanto mais tempo o homem demora para implantar as soluções, pior será o futuro – mais caro e muito mais difícil será lidar com as mudanças climáticas. É por isso que o Greenpeace trabalha para pressionar governos e empresas a deixarem o carvão e o petróleo de lado e investirem em fontes renováveis de energia, conservarem suas florestas, repensarem práticas agropecuárias e conservarem seus oceanos.
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Energias renováveis contra o aquecimento global
Sol, Vento, Água e a Biomassa
O sol, o vento, a água e a biomassa são as fontes mais promissoras de energia hoje. O mundo não precisa investir em mais usinas a carvão e deve investir em alternativas para os carros, aviões e navios que bebem petróleo a torto e a direito. O mundo precisa de uma matriz elétrica diversificada e reformar as usinas existentes, para que deixem de jogar dinheiro e energia fora e aproveitem tudo o que é produzido ali, sem desperdício.
As cidades precisam de sistemas de transporte inteligentes. Os governos precisam deixar as florestas em pé, para permitir que as árvores ajudem a regular o clima, e conservar os oceanos, outra importante “esponja” de dióxido de carbono.
O mundo precisa, acima de tudo, que as pessoas queiram fazer a mudança, do cidadão comum aos engravatados que dirigem países e empresas. O momento da ação é agora. Os próximos bilhões de habitantes da Terra agradecerão.

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Soluções:
– Investir em uma política energética inteligente: segundo estudo encomendado pelo Greenpeace, as novas fontes renováveis podem suprir metade da demanda mundial até 2050.
– Incentivar o setor de novas energias: a indústria de geração e de eficiência energética tem capacidade de abrir 8 milhões de empregos no mundo até 2030.
– Zerar o desmatamento no mundo: no mundo, a derrubada e a queimada das florestas tropicais jogam 5,1 bilhões de toneladas de carbono por ano na atmosfera; só no Brasil, o volume é de 1,26 bilhão de toneladas por ano.
– Conservar os oceanos: os mares absorvem CO2 da atmosfera, mas eles têm um limite. Destinar 40% dos oceanos para unidades de conservação ajuda a mantê-los saudáveis, de forma a cumprirem essa tarefa.
Reunidos no Japão, centenas de cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) divulgaram, hoje, o relatório “Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade”. O documento mostra o que muita gente ao redor do mundo já está sentindo na pele: as alterações no clima podem devastar territórios, acabar com vidas e deixar prejuízos que chegam a bilhões de dólares.

No Brasil, o setor de transportes virou grande emissor de gás carbônico. Os desafios, portanto, não são poucos. Mas são necessários e viáveis. “O Brasil tem um imenso potencial para ser pioneiro em uma revolução nas políticas energética e florestal. A crise climática já não é algo distante. Ela está aí, batendo à porta. Precisamos fazer as escolhas certas para definir o futuro que a gente quer deixar para os nossos filhos e netos”, diz Cristina Amorim, coordenadora da campanha de Clima e Energia do Greenpeace.

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Efeito Estufa
*Parte da radiação solar é refletida pela superfície da Terra, mas não deixa a atmosfera.
* Parte da radiação atravessa a Atmosfera e é absorvida pela superfície terrestre.
* Parte da radiação solar é refletida de volta para o espaço.
O Protocolo de Kyoto
O aumento dos níveis de poluição e das evidências de mudanças climáticas motivou, em 1977, a realização de um encontro com representantes de mais de uma centena de países.
Nesse evento, realizado na cidade de Kyoto, no Japão, foi elaborado um documento – o Protocolo de Kyoto – determinando metas de redução da emissão dos gases responsáveis pelo efeito estufa para os países desenvolvidos, os que mais poluem.
A meta inicial proposta em Kyoto era a redução, entre 2008 e 2012, de 5% das emissões dos gases poluentes pelos países industrializados.
Para que o Protocolo de Kyoto entrasse em vigor, ficou estabelecido que no mínimo 55 países deveriam ratificá-lo.
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O custo econômico
O governo dos Estados Unidos, maior emissor de poluentes do mundo, não ratificou o protocolo. Ele alegou que as metas propostas, além de não contribuírem para a melhoria do clima, ainda exigiriam mudanças drásticas com altos custos no setor industrial, afetando negativamente o seu desempenho econômico. Apesar dos protestos internacionais, os norte-americanos mantiveram sua posição e o Protocolo de Kyoto entrou em vigor em 2006, sem a adesão dos Estados Unidos.
Em 2009, na cidade de Copenhague, Dinamarca, foi realizada mais uma conferência sobre o clima mundial. Seu objetivo era melhorar os acordos firmados em Kyoto e assinar um novo acordo para vigorar após o fim do Protocolo de Kyoto. No entanto, não houve consenso entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento.
Mundo – Matriz energética -2013 –
Petróleo: 33%
Carvão: 27%
Gás: 21%
Fontes renováveis: 13%
Nuclear: 6%
Os lugares mais poluídos do mundo
Um relatório apresentado em setembro de 2007 pelo grupo ambiental Instituto Blacksmith (Nova York) divulgou a lista dos locais com maior nível de poluição do mundo.
Do relatório constam trinta lugares poluídos, dos quais dez estão na ex-União Soviética. Lá fica Chernobyl, local do pior acidente nuclear da história. O segundo lugar foi dado à China, que apresenta seis lugares. Também aparecem na lista a Índia, o Peru, a Ucrânia, o Azerbaijão e a Zâmbia.
Fontes:
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/mudancas_climaticas/aquecimento_global#ixzz3199ffmZf

http://www.greenpeace.org

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Clima-e-Energia/?gclid=COnntrrvnL4CFS9o7Aoddn0ANw

http://www.edicoesSM.com.br
http://www.iea.org
Carlos Evangelista é jornalista (ESEEI) e especialista em Sociologia Política (UFPR). Este artigo reflete as opiniões do autor. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

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