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Eder Silva, Política e Sociedade

República do Brasil: The day after!

dirceu panterãoJenuino panterão

Não vou escrever este post no intuito de flexiona-lo ao campo sociológico, tampouco ao da Ciência Política como muito bem realizou em sua publicação o estimado colega Carlos Evangelista, no post anterior. Mas vou escreve-lo como um cidadão brasileiro, acima de tudo dotado de coração e alma! Não quero tecer fundamentos teóricos de modo a embasar o quão constitucional ou não foram as prisões decretadas aos quadrilheiros do mensalão, aliás, não sei se vale a pena relacionar a vergonha da morosidade da nossa “pseudojustiça” à esse, entre outros, crimes bárbaros que colocam nossa nação equiparada à paraísos fiscais no contexto mundial contemporâneo.

O que me chamou a atenção foram as fotos divulgadas na mídia dos momentos últimos destes quadrilheiros, antes de adentrar à delegacia: de braços estendidos ao alto com punho cerrado, tipo “panteras negras”, lembram?

Mas, poxa vida, me questiono: O que fez com que os primeiros agissem de tal modo? Será que eles, em suas consciências, se acham injustiçados, como de fato foram os negros nos idos anos 1960? Será que eles acham que ainda há, na memória do povo, alguma lembrança de quando eles foram guerrilheiros, antes de se tornarem quadrilheiros? Ou, na mais ridícula das hipóteses, será que ainda não lhes recaiu em seus semblantes um mínimo senso de vergonha pelo que fizeram à nação e a um povo humilde e sem malícia??? Às vezes penso que tudo isso mais parece-se como uma brincadeira de política e ladrão, ou com um joguinho de esconde-esconde… Mas, de qualquer modo, achei bem conveniente colocar as fotos do Dirceu e do Genoíno lado à lado, de punho cerrado, de modo a enfatizar a “parceria” de ambos na empreitada.

Mas acredito, por fim, que suas mãos devessem se estender de encontro aos seus rostos, pela vergonha.

Cá à parte, não houve presente melhor para a República do que este presentinho que se traduz, pelo menos, em uma breve arritmia no coração “caliente” do povo brasileiro, incluindo o que vos fala. Um gostinho de dizer aos familiares ou simpatizantes desses canalhas que as tetas dessa vaca profana estão começando a secarem. Vamos ver até onde conseguiremos manter esses ladrões nos seus devidos lugares: atrás das grades e que sejam feitos escárnio no imaginário coletivo.

Eder Silva é iniciante nas ciências sociais, especialista em Sociologia Política (UFPR); bacharel em Turismo (UP). Este artigo reflete as opiniões do autor. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

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Sobre Eder Silva

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Discussão

5 comentários sobre “República do Brasil: The day after!

  1. Como se estivessem levantando um troféu e contagiados por algo realmente grandioso. Uma lastimável atitude e indigna… Uma frágil casca de ovo, um breve sorriso momentâneo. Coisas assim nos fazem buscar o Outside ou mesmo as investigações sobre a “desconstrução”. Saudades de nossos bons papos da pós hein,,,, aquele abraço.

    Publicado por elicordeirojr | 19 de novembro de 2013, 7:21 am
  2. Ótimo registro você faz aqui, amigo. Suponho que o braço erguido e pulso cerrado, seja um impulso daquele que não assume o seu atual desvio de caráter. Mas é importante perceber que há uma ‘breve arritmia’ em nosso coração nacional.

    Publicado por anovamente | 19 de novembro de 2013, 1:04 pm
    • Não consegui escrever um texto com argumentos teóricos da sociologia política, pois o coração e a alma ocuparam-se amplamente do lugar onde deveria haver um pensamento racional… acho que ficou mais com cara de “desabafo”, por toda frustração, desilusão, vontade de botar tudo pra fora do coração, amigo. Acho que nessas horas vale mais um coração sedento por justiça, uma alma limpa, e a consciência plena de que não pode mais haver espaço pra um mandonismo descabido, em pleno século XXI, em um país que teima intitular-se “em desenvolvimento”. Não podemos deixar nossa nação partir para uma hipocrisia desenfreada no estilo dos ianques, onde a casa deles está deslizando sobre os barrancos construídos em cima de um espírito expansionista destruidor dos países vizinhos. Tudo tem seu preço e seu fim. Que seja o momento propício para nós aqui também! Abçs e agradeço o carinho e a atenção.

      Publicado por Eder Silva | 19 de novembro de 2013, 4:04 pm

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