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Carlos Evangelista, Cotidiano

PAPA FRANCISCO DIZ QUE PADRE NÃO É RATO DE IGREJA

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Sua Santidade o Papa Francisco, com simplicidade e simpatia, ao participar da 28ª Jornada Mundial da Juventude, no período de 23 a 28 de julho de 2013, no Rio de Janeiro, conquistou de vez o coração do povo brasileiro, deixando de lado “o ranço bestial” entre brasileiros e argentinos.

O Papa Francisco, que pertence a Ordem dos Jesuítas, mas que tem atitudes Franciscanas, demonstrando coragem e confiança, desfilou de carro, com os vidros abertos pelas ruas do Rio Janeiro, beijou crianças, cumprimentou autoridades, clérigos, leigos e pessoas simples, por onde passou nos santuários, igrejas, hospitais, palácios e favelas, onde falou de revolução sem falar de política.

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No Santuário de Aparecida-SP, o pontífice ganhou e beijou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida (Padroeira do Brasil) e falou que Padre não é rato para ficar escondido na igreja, mas sim o padre deve ir às comunidades conhecer e vivenciar a vida comunitária objetivando propagar a fé cristã às pessoas, especialmente as mais humildes.

O líder católico disse também que a sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz a busca de compensações nos ídolos passageiros. “é preciso muito cuidado com esses “ídolos passageiros”, que as vezes substituem Deus pelo fascínio, falsa esperança, dinheiro, poder, sucesso e prazer. A verdadeira fé cristã é alicerçada na espiritualidade, generosidade, solidariedade, perseverança, fraternidade e na alegria. O verdadeiro cristão sabe que sem Deus não existe vida. É preciso se deixar surpreender por Deus no coração”.
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Aos jovens, Sua Santidade disse que “bota fé” nos jovens e nas redes sociais para levar a Palavra de Deus à juventude. “Não se desiludam diante das notícias de corrupção, lutem diante das injustiças”.

O líder religioso se posicionou contrário a liberalização do consumo de drogas e condenou “a praga do narcotráfico” que favorece a violência. É preciso um olhar de esperança para o futuro, na recuperação de toxidependentes.

A visita do Papa Francisco ao Brasil fortalece os laços e a fé cristã, além de submeter à prova o país no tocante a infraestrutura de segurança para realizar grandes eventos internacionais.

Obviamente que a presidente Dilma Rousseff se redimiu junto a população, após o enfrentamento das ruas. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, aproveitou do forte sistema de segurança para pegar carona e percorrer algumas ruas do RJ, já que por vários dias esteve encurralado em sua casa. Certo é que, infelizmente, a visita do papa ao Brasil dá mais esperança na reeleição dos atuais políticos. A menos que o povo brasileiro volte às ruas, tão logo o papa retorne à Roma.

Por fim, num gesto de humildade, Francisco pediu; “rezem por mim”, talvez já prevendo o choque que irá provocar ao anunciar mudanças profundas na cúria romana, fazendo retornar a máxima de Jesus (fundador da Igreja Católica); uma comunidade de pobres e para os pobres e não somente para a prática da mesmice, servir de ONG para proteger políticos e corruptos mercenários.

Nota: O Papa Francisco (Jorge Mario Bergóglio, nascido em Bueno Aires, no dia 17 de dezembro de 1936 (76 anos), é o 266º Papa da Igreja Católica e atual chefe de estado do Vaticano, desde 13 de março de 2013, quando foi eleito para suceder Bento XVI.

Fontes: http://www.publico.pt
http://www.cnbb.org.br
www.g1.com.br

Carlos Evangelista é jornalista (ESEEI) e especialista em Sociologia Política (UFPR). Este artigo reflete as opiniões do autor. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

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Discussão

7 comentários sobre “PAPA FRANCISCO DIZ QUE PADRE NÃO É RATO DE IGREJA

  1. Teu relato descreve a figura de alguém que surgiu pra “sacudir” muitas pessoas e muitos clérigos… de um homem que em sua grandeza, demonstra a mesma através das coisas e dos gestos mais simples, esse homem veio resgatar o HUMANO esquecido por muitos…tanto que não queria ficar dentro do papa móvel, pq queria manter contato com as pessoas, sentí-las…olhá-las.. percebê-las… vindo de encontro ao que Cristo tanto nos pediu: “ama teu próximo como a ti mesmo”….e, em sua humildade, respondeu ao repórter q o entrevistou: “quem sou eu para julgar?” que outras autoridades d nosso pais tomem seu exemplo e o coloque em prática…(Silmara – Orientadora Educacional)

    Publicado por silmara lourdes da silveira | 29 de julho de 2013, 11:42 pm
  2. Obrigado Silmara, é de grande valia as suas observações soabre o referido texto […] Gostei muito quando disse que além do Papa tratar de assuntos polêmicos com a simplicidade e humildade em suas mensagens deixadas aos brasileiros e por conseguinte aos Cristãos do mundo, além de sacudir os políticos do Brasil, incitando os jovens a serem revolucionários…Mais uma vez muito obrigado e grande abraço cara professora Silmara…

    Publicado por lcarlos.evangelista@gmail.com | 30 de julho de 2013, 8:13 am
  3. Olá caro Evangelista! com todo o respeito, vou expressar minha visão, contrapondo a sua. A postura do Papa aparentemente não tem do que questionar, está agindo como as pessoas esperam. O que difere da minha visão, é o seu ‘otimismo’ quanto ao papel dele. Se ele conseguir (tiver abertura) para mudar dogmas da Igreja e assumir os erros da Igreja Católica, punindo os devidos culpados, realmente vou olhar de forma mais otimista. É um bom começo, mas sabemos que para fazer a diferença, a mudança tem que ser profunda. E a outra questão, é que eu não entendi quando citou ” Jesus (fundador da Igreja Católica) “, Jesus fundou mesmo? é isso, um abraço!

    Publicado por anovamente | 31 de julho de 2013, 2:21 pm
  4. Estimado amigo Carlos, este texto é no mínimo provocante e interessante para estender as “conjecturas”. Assim, atrevo-me a destacar, conforme relatos contidos no livro de Atos dos apóstolos e em algumas epistolas e nos evangelho de Mateus (mais presamente cap. 16), onde Jesus faz menção à confissão de Pedro, a saber: “sobre essa pedra” onde, a meu ver, mais aproxima de “pedrada” na tradição judaizante, que ora rejeitava (em nome da religião) o messias prometido e seu ensinamento. Não, portanto, à pessoa de Pedro, visto que este o negaria (embora se arrependeria), e visto também que após a morte e ressurreição do Cristo, o líder da comunidade cristã em Jerusalém (sede do agrupamento dos primeiros cristãos) supostamente era Tiago, o Justo (irmão de Jesus, o Cristo) (conforme escolha dos próprios apóstolos, e não também de Cristo), além de fontes como os escritos dos ditos “pais da igreja” como Clemente de Alexandria, Hegésipo, Jerônimo e o historiador Flavius Josephus (História dos Hebreus). Mas, é um assunto um tanto denso e complexo, que exige um cuidado e atenção maior… Acredito piamente que Jesus Cristo não veio fundar mais uma religião tampouco escolher homens entitulados “líderes” para dominar / governar outros homens “espiritualmente”. Jesus pregava sua mensagem nas sinagogas judaicas, nos montes e nas cidades e casas por onde parava. Acredito que o autêntico cristianismo não é religião, instituição ou segmentação; mas, atitude, fé e vínculo genuino com o Criador…Quanto às empreitadas do papa Francisco, bem, acredito que ele está fazendo o papel muito bem feito, ou seja, retomando a publicidade da religião católica romana, que ora vinha perdendo em muito território para a religião protestante, principalmente o Brasil, Colômbia, Paraguai, entre outros países latino-americanos. Acredito que seja mais uma questão de marketing do que de atitude; mais de discurso do que de mudanças reais. Mas, ainda é cedo, e portanto, são só conjecturas! Teologisando sociologicamente só pra não perder o costume (risos).

    Publicado por Eder Silva | 1 de agosto de 2013, 3:00 pm
  5. Caros Adriano e Eder, primeiramente obrigado pelos questionamentos envolvendo a Fé (…) aqui, com enfoque especial ao Cristianismo do qual o Papa Francisco é o representante maior neste momento, assim como os outros 265 Papas (…)
    Particularmente acredito sim numa reforma na Igreja Católica, seja aceitando os gays, sacerdotismo da mulher e maior participação dos religiosos católicos nas comunidades, etc e tal. Obviamente que o processo é lento e gradual…
    Quanto a publicidade papal difundindo os princípios Cristãos acho oportuno sim, por estarmos num país de maioria católica. Discordo que seja para por panos quentes sobre os pecados de religiosos católicos, porque entendo que sempre existirão as ovelhas desgarradas em todas as denominações religiosas…E o Papa João Paulo II já pediu perdão por esses e outros atos nocivos praticados por representantes da Igreja Católica, incluindo aí a “Santa Inquisição”…
    Por fim, sobre quem foi o fundador da Igreja Católica? baseado, na minha formação Cristã que foi a partir de Jesus Cristo que se falou na organização religiosa para os humanos e assim nasceu por primeiro o catolicismo e desde então surgiram e continua surgindo novas placas de igrejas, principalmente no Brasil.
    Mas são apenas -nossas- conjecturas.
    Abração Evangelista.

    Publicado por carlosevangelistajo | 1 de agosto de 2013, 4:06 pm
  6. Olá estimado Carlos, primeiramente, muito agradecido pelo zelo e cuidado em flexibilizar o diálogo e esclarescer tua posição diante do texto. Como eu sugeri, acredito que seja uma publicação que merece mais outras desse naipe, visto que não indago sobre fé, mas sim instituições religiosas, ou fundadores das mesmas… Mas ainda não entendi muito bem quando voce menciona que foi “a partir” de Jesus que se fala em organização religiosa. Bom, na minha opinião, entendo que foi a partir de Adão e Eva, onde o “messianismo” já fora mencionado pelo próprio Deus da Bíblia, sem, desta forma, conjecturar que poderá existir muitos outros “ismos” muito bem antes do cristianismo institucional (324 dC). Embora, a partir de meu limitado conhecimento não encontro argumentos do próprio Cristo (nos relatos bíblicos) que este tenha havido fundado algum “ismo”. Fora do contexto bíblico, tenho por certo que o catolicismo “romano” tenha sido institucionalizado (ou fundado) pelo imperador Constantino, nos idos anos 300 (depois de a igreja institucional ter sido governada por pelo menos 31 bispos – excluindo Pedro) anos depois da revelação que ele tivera na Ponte Mílvia (“…com este sinal vencerás). Mas, peço que consideres por fim que minhas afirmativas sejam relacionadas à “instituição religiosa católica”, e não “fé”, pois a fé em Cristo vem desde os patriarcas Jó, Abraão, Isaque, Jacó, e por aí vai… onde poderíamos ficar “conjecturando” por longos e longos dias. O interessante, na minha opinião, é a polemização que nos acomete quando se menciona o assunto “religiosidade”, mesmo tendo por uma de suas vertentes a “Sociologia da (s) religião (ões)”, no qual recebeu contribuições importantíssimas por teóricos como Durkheim, Mircea Elíade, entre outros que desconheço…Abraços e até a próxima, ensejando que este tema receba mais contribuições dos colegas de plantão (he he he)…

    Publicado por Eder Silva | 3 de agosto de 2013, 1:28 pm

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