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José Augusto Hartmann, Política e Sociedade

We need to talk about Brazil

Esperou-se uma manifestação simples, facilmente repreendida pela coerção violenta da tropa de choque e pelo discurso reacionário da mídia de massas. Mas, passou-se uma semana e as manifestações ganharam fôlego. Datena ficou pasmado diante da derrota de seus argumentos. Jabor percebeu ser necessário mudar a estratégia. Influenciados pela contestação popular na Turquia – e onde podemos chegar? Na Primavera Árabe? – cidadãos de vários países apoiaram as manifestações brasileiras. Escandalizados, os conservadores brasileiros tiveram de calar-se.

Entretanto, muitos desses conservadores perceberam uma brecha para derrotar o PT (que para eles é muito “socialista”). Passam a difundir a campanha contra impostos e pela diminuição do Estado. Uma vez que as movimentações têm forte caráter anarquista, aproveitam para propor, mais uma vez, o famigerado liberalismo (como se fosse parecido!). Será esse um discurso aceito pela população?

Por isso, chega-se num momento de fundamental exposição de ideias. Aonde essa movimentação popular pode chegar? Qual é o caráter das manifestações? Que denuncie-se, cada vez mais, um Estado que só quer aumentar a repressão. Denuncie-se, também, o mercado, a violência dos benefícios econômicos que o Estado vem garantindo às grandes empresas nacionais e internacionais, como as construtoras e os bancos. São eles que querem menos impostos? É uma mídia que vive de seus investimentos? Que a riqueza que detêm financie nossa saúde, nossa educação, nosso transporte!

Corra-se com a mídia de massas das manifestações! Eles representam os interesses da elite econômica desse país. Não se dê crédito para uma palavra exposta nesses veículos, eles só apoiarão movimentos que forem úteis para seus interesses mesquinhos. Que outros datenas fiquem sem palavras!

Todo apoio àqueles que forem para as ruas lutar por um país mais digno para seu povo. Fora reação. Que não possam utilizar da grandeza desse momento para defender o golpe reacionário!

José Augusto Hartmann é filósofo (FACEL), historiador (UFPR), especialista em Sociologia Política (UFPR) e mestrando em Ciência Política (UFPR). Este artigo reflete as opiniões do autor. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

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Discussão

Um comentário sobre “We need to talk about Brazil

  1. Acredito que estamos entrando na fase adulta da Nação… ou saindo da Aborrescência, onde não basta mais reclamar, é exigir a Responsabilidade dos ‘Erros’ e a Transparência para o Acerto de contas… belo texto!

    Publicado por anovamente | 17 de junho de 2013, 1:58 pm

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