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Cotidiano, Eder Silva

Trajédia em Santa Maria (RS): meu sincero adeus!

cruz desfocada

Primeiramente peço desculpas, leitores, em não querer escrever nada sobre política neste dia. Poderia postar sobre diversos tópicos de política e sociedade que ocorrem simultaneamente nestes últimos dias; mas não! Não poderei fazê-lo hoje! Por favor, peço a vossa paciência neste sentido. Hoje, além de querer respeitar os sentimentos daqueles que foram ou estão envolvidos na trajédia de Santa Maria – RS, quero também falar algo sobre sentimento: artigo em franca escassez neste nosso mercado das ilusões! E, dentro deste tópico, sentimento, quero acrescentar nessas linhas o fator “perda”. Sei que há diversas etapas em um processo de perdas; perdas de vidas que significaram parte integrante do convívio de cada cidadão de Santa Maria. Acredito que a primeira etapa foi o pânico geral instalado no consciente coletivo da comunidade. O horror à idéia de morte; a calamidade social em relação à impossibilidade de resgatar o que já foi perdido – impotência diante da fúria da natureza do fogo e da fumaça que teimava em consumir tudo e todos à sua frente. Agora, acredito que mergulhamos em um estado de “sede por justiça”, o reflexo da vontade imediata de encontrar os possíveis causadores deste acidente que provoca (rá) a solidão e a incompletude no coração dos familiares e amigos das vítimas que perderam suas vidas… Então, neste momento, devemos tomar muito cuidado para que o sentimento de vingança não ocupe o lugar sagrado em nosso coração. Lugar este que outrora fôra habitado pelas recordações de momentos marcantes e agradáveis dos nossos queridos jovens que partiram para o outro plano de existência. Temos a inclinação imediatista de tentar preencher este ocasionado vazio por sentimentos de raiva, ódio, indignação, enfim, vingança. Então, estaremos com nossas consciências consumidas e obscurescidas pelo ódio latente, e, facilmente nos esqueceremos das doces recordações, dos momentos em que Deus agregou esses jovens em nossas vidas, cheios de sonhos, virtudes, projetos, ambições e energia. Estaremos apagando essas memórias, e colocando amargura onde poderia haver apenas a tristeza da perda, mas a rica esperança da eternidade! Esta, acredito, é a etapa que se deve tomar mais cuidado; não devemos nunca sufocar as lágrimas, elas rolarão, como um rio que segue seu rumo, turbulento, e depois, sereno. As lágrimas poderão ser nosso tributo, nosso memorial aos entes queridos, e não uma forma de fermentar um ódio vingativo aos possíveis causadores. Acredito que eles, por si mesmos, também estão sofrendo neste momento… E haverá, sim, momento propício para que haja sim justiça para esta fatalidade! Sei que ninguém poderá apagar a tristeza e o sentimento de inexplicável perda em nossos corações; inevitavelmente  permanecerá por algum momento em nossas lembranças. Segue, então, minha oração para que o Espírito da Vida tome por completo o intelecto de cada mensageiro e que a Palavra possa fazer ressurgir a esperança neste vale de ossos secos e de cinzas. Que Deus, através do Espírito de Jesus Cristo, possa proteger nossos corações nessas horas confusas!

Este é o meu sincero Amém.

Eder Silva é turismólogo (UP) e gestor da informação (UFPR). Este artigo reflete as opiniões do autor. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

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