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Carlos Evangelista, Educação

ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA É ADIADO PARA 2016

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A presidente Dilma Rousseff fez publicar em diário oficial da união no finalzinho de 2012, o adiamento do acordo ortográfico da língua portuguesa, que entrará em vigor em 2016, em vez de 2013.
O motivo do adiamento por mais três anos é devido a falto de adequação nos setores público e privado e principalmente porque os professores de português sequer foram ouvidos para as mudanças. Chiaram e conseguiram o adiamento. Nada mais justo.
Objetivos do acordo:
*Aproximar as nações de língua portuguesa. (Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor Leste, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe).
*Melhorar o intercâmbio cultural entre os países que se fala o português.
*Reduzir o custo econômico da produção de tradução de livros e facilitar a difusão bibliográfica e de novas tecnologias.
O assunto acordos ortográficos foi primeiramente aprovado entre Brasil e Portugal, em 1931, depois definiu em 1943 que o alfabeto teria 23 letras. Em 1971 o Brasil aboliu alguns acentos circunflexos (êle, nêle). Em 1990 aconteceu a adesão do acordo entre Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe. O acordo foi readequado em 2009 para que os países unificassem a língua portuguesa em 2013. Agora adiado para 2016, e com 26 letras, até que sejam eliminadas as aberrações linguísticas.
Com o adiamento a partir de agora vale a antiga e a nova proposta ortográfica. Ou seja:
Antes depois
Idéia ideia
Européia europeia
Enjôo enjoo
Vôo voo
Lingüiça linguiça
Freqüência frequência
Assembléia assembleia

Língua portuguesa
O novo acordo ortográfico unifica as formas de escrita da língua portuguesa em oito países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Veja como escrever a partir de agora.
Confira na lista a seguir o que muda com o novo acordo ortográfico.

ALFABETO:
Antes com 23 letras, agora passa a ter 26. Entrem K, W e Y.

ACENTUAÇÃO:
1. Regra dos hiatos (abolida pela reforma ortográfica):

Como era
Todas as palavras terminadas em OO(s) e as formas verbais terminadas em EEM recebiam acento circunflexo: vôo, vôos, enjôo, enjôos, abençôo, perdôo; crêem, dêem, lêem, vêem, relêem, prevêem.

Como fica
Sem acento: voo, voos, enjoo, enjoos, abençoo, perdoo; creem, deem, leem, veem, releem, preveem.

O que não muda
a) Eles têm e eles vêm (terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos TER e VIR);

b) Ele contém, detém, provém, intervém (terceira pessoa do singular do presente do indicativo dos verbos derivados de TER e VIR: conter, deter, manter, obter, provir, intervir, convir);

c) Eles contêm, detêm, provêm, intervêm (terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos derivados de TER e VIR).

2. Regra do U e do I (parcialmente abolida):

O que não muda

As vogais I e U recebem acento agudo sempre que formam hiato com a vogal anterior e ficam sozinhas na sílaba ou com S:
Gra-ja-ú, ba-ú, sa-ú-de, vi-ú-va, con-te-ú-do, ga-ú-cho, eu re-ú-no, ele re-ú-ne, eu sa-ú-do, eles sa-ú-dam;
I-ca-ra-í, eu ca-í, eu sa-í, eu tra-í, o pa-ís, tu ca-ís-te, nós ca-í-mos, eles ca-í-ram, eu ca-í-a, ba-í-a, ra-í-zes, ju-í-za, ju-í-zes, pre-ju-í-zo, fa-ís-ca, pro-í-bo, je-su-í-ta, dis-tri-bu-í-do, con-tri-bu-í-do, a-tra-í-do?

Observações:

a) A vogal I tônica, antes de NH, não recebe acento agudo: rainha, bainha, tainha, ladainha, moinho.

b) Não há acento agudo quando formam ditongo e não hiato: gra-tui-to, for-tui-to, in-tui-to, cir-cui-to, mui-to, sai-a, bate, que eles cai-am, ele cai, ele sai, ele trai, os pais

c) Não há acento agudo quando as vogais I e U não estão isoladas na sílaba: ca-iu, ca-ir-mos, sa-in-do, ra-iz, ju-iz, ru-im, pa-ul

O que muda
Perdem o acento agudo as palavras em que as vogais I e U formam hiato com um ditongo anterior: fei-u-ra, bai-u-ca, Bo-cai-u-va

Como era
Feiúra, baiúca, bocaiúva

Como fica
Feiura, baiuca, bocaiuva

3. Regra dos ditongos abertos ÉU, ÉI e ÓI (parcialmente abolida):

Como era
Acentuavam-se todas as palavras que apresentam ditongos abertos:
ÉU: céu, réu, chapéu, troféus
ÉI: papéis, pastéis, anéis, idéia, assembléia
ÓI: dói, herói, eu apóio, esferóide

Observações:

a) Não se acentuam os ditongos fechados:
EU: seu, ateu, judeu, europeu
EI: lei, alheio, feia
OI: boi, coisa, o apoio

b) No Brasil, colmeia e centopeia são pronunciados com o timbre aberto.
O que muda?
Perdem o acento agudo somente as palavras paroxítonas: ideia, epopeia, assembleia, jiboia, boia, eu apoio, ele apoia, esteroide, heroico

O que não muda
O acento agudo permanece nas palavras oxítonas: dói, mói, rói, herói, anéis, papéis, pastéis, céu, réu, troféu, chapéus

4. Regra do acento diferencial (parcialmente abolida):

Como era
Recebiam acento gráfico:
Ele pára (do verbo PARAR – só a 3ª. pessoa do singular do presente do indicativo);
Eu pélo, tu pélas e ele péla (do verbo PELAR);
O pêlo, os pêlos (substantivo = cabelo, penugem);
A pêra (substantivo = fruta – só no singular);
O pólo, os pólos (substantivos = jogo ou extremidade).

Como fica
Sem acento gráfico:
Ele para (do verbo PARAR – 3ª. pessoa do singular do presente do indicativo);
Eu pelo, tu pelas e ele pela (do verbo PELAR);
O pelo, os pelos (substantivo = cabelo, penugem);
A pera (substantivo = fruta);
O polo, os polos (substantivos = jogo ou extremidade).

O que não mudou
a) PÔR (só o infinitivo do verbo): “Ele deve pôr em prática tudo que aprendeu”; POR (preposição): “Ele deve ir por este caminho”.
b) PÔDE é a 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo: “Ontem ele não pôde resolver o problema”; PODE é a 3ª pessoa do singular do presente do indicativo: “Agora ele não pode sair”.

Observação:
Sugiro que acentuemos fôrma (“fôrma de pizza”), como orienta o dicionário Aurélio, a fim de diferenciar de forma (‘forma física ideal”).

ACENTUAÇÃO GRÁFICA

Posição da sílaba tônica:
Proparoxítona (sílaba tônica na antepenúltima): pálido
Paroxítona (sílaba tônica na penúltima): palito
Oxítona (sílaba tônica na última): paletó

Uso dos acentos gráficos:
– Regras básicas (nada muda com a nova reforma ortográfica):

1. Proparoxítonas
TODAS recebem acento gráfico:
máximo, cálice, lâmpada, elétrico, estatística, ínterim, álcool, alcoólico.

Observações:
déficit (forma aportuguesada) ou deficit (forma latina = sem acento gráfico);
habitat; sub judice (formas latinas);
récorde (usual, mas sem registro nos dicionários e no Vocabulário Ortográfico da ABL) ou recorde (forma registrada).

2. Paroxítonas
Só recebem acento gráfico as terminadas em:
ã(s) – ímã, órfã, ímãs, órfãs
ão(s) – órfão, bênção, órgãos, órfãos
i(s) – táxi, júri, lápis, tênis
us – vírus, bônus, ânus, Vênus
um, uns – álbum, álbuns, fórum, fóruns
ons – íons, prótons, nêutrons
ps – bíceps, tríceps, fórceps
R – éter, mártir, açúcar, júnior
X – tórax, ônix, látex, Fênix
N – hífen, pólen, próton, elétron
L – túnel, móvel, nível, amável
ditongos – secretária, área, cárie, séries, armário, prêmios, arbóreo, água, mágoa, tênue, mútuo, bilíngue, enxáguem, deságuam

Observações:
Não recebem acento gráfico as paroxítonas terminadas em:
a(s) – bola, fora, rubrica, bodas, caldas
e(s) – neve, aquele, cortes, dotes
o(s) – solo, coco, sapato, atos, rolos
em, ens – nuvem, item, hifens, ordens
am – falam, estavam, venderam, cantam

3. Oxítonas
Só recebem acento gráfico as terminadas em:
a(s) – sofá, atrás, maracujá, babás, dirá, falarás, encaminhá-la, encontrá-lo-á
e(s) – café, pontapés, você, buquê, português, obtê-lo, recebê-la-á
o(s) – jiló, avô, avós, gigolô, compôs, paletó, após, dispô-lo
em, ens – além, alguém, também, parabéns, vinténs, ele intervém, tu intervéns

Observações:
Não recebem acento gráfico as oxítonas terminadas em:
i(s) – aqui, saci, Parati, anis, barris, adquiri-lo, impedi-la
u(s) – bauru, urubu, Nova Iguaçu, Bangu, cajus, expus
az, ez, oz – capaz, talvez, atroz
or – condor, impor, compor
im – ruim, assim, folhetim

4. Monossílabas
Só recebem acento gráfico as palavras tônicas (substantivos, adjetivos, verbos, pronomes, advérbios, numerais) terminadas em:
a(s) – pá, gás, má, más, ele dá, há, tu vás, dá-lo, já, lá
e(s) – fé, ré, pés, mês, que ele dê, ele vê, vê-los, tu lês, três
o(s) – pó, dó, nó, nós, cós, vós, pôs, pô-lo

Observações:
a) Não recebem acento gráfico os monossílabos tônicos terminados em:
i(s) – ti, si, bis, quis
u(s) – tu, cru, nus, pus
az, ez, oz – paz, fez, vez, noz, voz
or – cor, for, dor
em, ens – bem, sem, trens, ele tem, ele vem, tu tens, tu vens

b) Não recebem acento gráfico os monossílabos átonos:
artigos definidos: o, a, os, as
conjunções: e, mas, se, que
preposições: a, de, por
contrações: da, das, no, nos
pronome relativo: que

c) A palavra QUE recebe acento circunflexo, quando substantivada ou no fim de frase:
As crianças tinham um quê todo especial.
Procurava não sabia o quê.
Ele viajou por quê?

Uso do trema (totalmente abolido)

Como era
Usávamos o trema na vogal U (pronunciada e átona), antecedida de Q ou G e seguida de E ou I. O objetivo do trema era distinguir a vogal U muda (= não pronunciada) da vogal U pronunciada:
QUE = quente, questão, quesito; QÜE = freqüente, seqüestro, delinqüente;

Palavras que recebiam trema:
agüentar, argüir, argüição, averigüemos, apazigüemos.

Palavras que não recebiam trema:
adquirir, distinguir, distinguido, extinguido, extinguir, seguinte, por conseguinte, questão, questionar, questionário

Como fica: Todas sem trema

HÍFEN

Nas formações com prefixos:
(ANTE, ANTI, ARQUI, AUTO, CIRCUM, CO, CONTRA, ENTRE, EXTRA, HIPER, INFRA, INTER, INTRA, SEMI, SOBRE, SUB, SUPER, SUPRA, ULTRA) e em formações com falsos prefixos (AERO, FOTO, MACRO, MAXI, MICRO, MINI, NEO, PAN, PROTO, PSEUDO, RETRO, TELE), só se emprega o hífen nos seguintes casos:

a) Nas formações em que o segundo elemento começa por H: ante-histórico, anti-higiênico, anti-herói, anti-horário, auto-hipnose, circum-hospitalar.

Não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em geral os prefixos DES- e IN- e nas quais o segundo elemento perdeu o H inicial: desumano, desarmonia, desumidificar, inábil, inumano

b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na MESMA VOGAL com que se inicia o segundo elemento: auto-observação, anti-imperialismo, anti-inflacionário e anti-inflamatório.

Nas formações com o prefixo CO:
Este aglutina-se em geral com o segundo elemento mesmo quando iniciado por O: coobrigação, coocupante, cooperar, cooperação, coordenar

Nas formações com os prefixos CIRCUM- e PAN
Quando o segundo elemento começa por H, vogal, M ou N, devemos usar o hífen: circum-hospitalar, circum-escolar, circum-murado, circum-navegação, pan-africano, pan-americano, pan-mágico, pan-negritude

Com os prefixos AUTO, CONTRA, EXTRA, INFRA, INTRA, NEO, PROTO, PSEUDO, SEMI, SUPRA, ULTRA, ANTE, ANTI, ARQUI e SOBRE. Se o segundo elemento começa por S ou R, devemos dobrar as consoantes, em vez de usar o hífen

Como era:
auto-retrato, auto-serviço, auto-suficiente, auto-sustentável, contra-reforma.

Como fica:
autorretrato, autosserviço, autossuficiente, autossustentável, contrarreforma, contrassenso, infrarrenal.

Com os prefixos terminados em vogal
Se o segundo elemento começa por uma vogal diferente, devemos escrever sem hífen

Como era:
auto-adesivo, auto-análise, auto-idolatria, contra-espião, contra-indicação.
Como fica:
autoadesivo, autoanálise, autoidolatria, contraespião, contraindicação, contraordem.
LINGUA-PORTUGUESA

PORTUGUÊS = uma língua romântica
A língua portuguesa, também designada português, é uma língua românica flexiva originada no galego-português falado no Reino da Galiza e no Norte de Portugal. A parte sul do Reino da Galiza se tornou independente, passando a se chamar Condado Portucalenseem 1095 (um reino a partir de 1139). Enquanto a Galícia diminuiu, Portugal independente se expandiu para o sul (Conquista de Lisboa, 1147) e difundiu o idioma, com a Reconquista, para o sul de Portugal e mais tarde, com as descobertas portuguesas, para o Brasil, África e outras partes do mundo. O português foi usado, naquela época, não somente nas cidades conquistadas pelos portugueses, mas também por muitos governantes locais nos seus contatos com outros estrangeiros poderosos. Especialmente nessa altura a língua portuguesa também influenciou várias línguas.
É uma das línguas oficiais da União Europeia, do Mercosul, da União de Nações Sul-Americanas, da Organização dos Estados Americanos, da União Africana e dos Países Lusófonos. Com aproximadamente 280 milhões de falantes, o português é a 5ª língua mais falada no mundo, a 3ª mais falada no hemisfério ocidental e a mais falada nohemisfério sul da Terra.
Durante a Era dos Descobrimentos, marinheiros portugueses levaram o seu idioma para lugares distantes. A exploração foi seguida por tentativas de colonizar novas terras para o Império Português e, como resultado, o português dispersou-se pelo mundo. Brasil e Portugal são os dois únicos países cuja língua primária é o português. Entretanto, o idioma é também largamente utilizado como língua franca nas antigas colônias portuguesas de Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe, todas na África. Além disso, por razões históricas, falantes do português são encontrados também em Macau, no Timor-Leste e em Goa.
O português é conhecido como “a língua de Camões” (em homenagem a uma das mais conhecidas figuras literárias de Portugal, Luís Vaz de Camões, autor de Os Lusíadas) e “a última flor do Lácio” (expressão usada no soneto Língua Portuguesa, do escritor brasileiro Olavo Bilac). Miguel de Cervantes, o célebre autor espanhol, considerava o idioma “doce e agradável”. Em março de 2006, o Museu da Língua Portuguesa, um museu interativo sobre o idioma, foi fundado em São Paulo, Brasil, a cidade com o maior número de falantes do português em todo o mundo.
Museu  da  língua portuguesa
Museu da Língua Portuguesa ou Estação Luz da Nossa Língua é um museu interativo sobre a língua portuguesa localizado na cidade de São Paulo,Brasil no histórico edifício Estação da Luz, no Bairro da Luz, concebido pela Secretaria da Cultura paulista em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, tendo um orçamento de cerca de 37 milhões de reais (14,5 milhões de euros).
O objetivo do museu é criar um espaço vivo sobre a língua portuguesa, considerada como base da cultura do Brasil, onde seja possível causar surpresa nos visitantes com os aspectos inusitados e, muitas vezes, desconhecidos de sua língua materna. Segundo os organizadores do museu,”deseja-se que, no museu, esse público tenha acesso a novos conhecimentos e reflexões, de maneira intensa e prazerosa”. O museu tem como alvo principal a média da população brasileira, composta de pessoas provenientes das mais variadas regiões e faixas sociais do país, mas que ainda não tiveram a oportunidade de obter uma idéia mais precisa e clara sobre as origens, a história e a evolução contínua da língua.
Fontes:
http://www.museulinguaportuguesa.org.br/
http://www.armazemdoeducador.blogspot
Carlos Evangelista é jornalista (ESEEI) e especialista em Sociologia Política (UFPR). Este artigo reflete as opiniões do autor. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

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