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Carlos Evangelista, Resenhas

CORINTHIANS: BICAMPEÃO MUNDIAL DE FUTEBOL

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Que reconheçam aqueles que secaram o “Coringão”. Mas o time do Corinthians fez uma bela partida e mereceu a vitória de 1 a 0 diante do milionário time do Chelsea, sagrando-se bicampeão mundial de futebol, no último dia 16 de dezembro, no Estádio Internacional de Yokohama, no Japão.

Com raça, espírito de equipe, sem estrelismo e sorte, a equipe do Corinthians soube domar as “feras” do time inglês, considerado até então o favorito ao título. Mas dentro de campo, o poderoso Chelsea sentiu a raça e vontade de vencer da equipe brasileira. Ainda assim o time inglês assustou em muitos momentos dado a qualidade excepcional dos seus jogadores. Mas lá estavam uma defesa bem posicionada e um goleiro (Cássio) sempre atento aos ataques, não permitindo que a bola entrasse no gol.

Com o jogo bastante equilibrado no primeiro tempo, restava a segunda etapa inteira para a decisão do título. Mais sustos e um ataque fulminante do Corinthians, aos 23 minutos desarticulou o sistema de defesa do Chelsea, com a bola terminando na cabeça do centroavante Guerrero que soube com frieza e categoria balançar a rede, fazendo o único gol da partida.

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A partir daí era preciso conter os avanços do Chelsea que insistentemente buscou a igualdade do placar. Porém fracassou na intenção diante da aguerrida equipe brasileira que neutralizou os ataques do time adversário até o apito final, para a felicidade da torcida do “Timão”, espalhada por todo o território brasileiro, que vibrou, soltou fogos e desfilou com as cores branca, preta e vermelha do alvinegro.

Com a vitória e a taça de bicampeão do mundo na mão, jogadores, comissão técnica e torcedores (bando de loucos) festejaram eufórica e pacificamente a conquista do título mundial, dignificando e muito o nome do Brasil, que em 2014 sediará a Copa do Mundo de Futebol; evento que sem dúvida será transformado num grande fenômeno sociológico envolvendo o universo esportivo.

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Fenômeno Corinthiano – Superpotência

Segundo Fernando Ferreira, diretor da Pluri Consultoria, de Curitiba, especialista em marketing esportivo, a onda corinthiana se concentra nos dez estados mais ricos do Brasil. No Paraná, a concorrência é um pouco pior para o “trio de ferro” (Atlético, Coritiba e Paraná Clube). O Paraná é o segundo em número de “bando de loucos”, perdendo apenas para São Paulo.

De acordo com o levantamento realizado pela consultoria, dos 7 milhões de paranaenses que torcem por algum clube de futebol 4,5% milhões preferem times de outros estados (64,4%) e somente 2,5 milhões (35,6%) optam pelas equipes locais. Destes que tem uma preferência por algum clube, 1,1 milhão (12,5%) torcem pelo Corinthians e a tendência fenomenal está em crescimento pró Corinthians, não só pelos títulos conquistados (Campeão Brasileiro, Campeão da Taça Libertadores e Bicampeão Mundial), mas pela gestão organizacional envolvendo a torcida ao clube.

O fenômeno do “bando de loucos” já era evidente no interior do Estado e agora chega forte em Curitiba haja vista as muitas comemorações e foguetórios por todos os quadrantes da Capital Paranaense e Região Metropolitana.

Os motivos da paixão Corinthiana no Paraná são muitos. Dentre eles a falta de visibilidade na televisão por parte do “trio de ferro” em relação aos grandes times do eixo Rio/São Paulo. No Paraná, por exemplo, o “trio de ferro” não possui um departamento de gestão para a torcida, ao contrário do Corinthians. É isso que cria a identidade do torcedor junto ao clube.

A massa de seguidores do timão chega a casa dos 25 milhões de torcedores, com quase duzentas franquias espalhadas pelas principais cidades do Brasil, que comercializam artigos relacionados ao clube e faturam em torno de R$ 450 milhões por mês, reflexo do trabalho desenvolvido dentro e fora dos gramados desde 2008, quando o Corinthians caiu para a série B, se reestruturou e ameaça virar uma superpotência no Brasil, avalia Fernando Ferreira.

FICHA TÉCNICA:
CORINTHIANS 1 x 0 CHELSEA
CORINTHIANS – Cássio; Alessandro, Chicão, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo; Jorge Henrique, Emerson (Wallace) e Guerrero (Martínez). Técnico: Tite.
CHELSEA – Cech; Ivanovic (Azpilicueta), David Luiz, Cahill e Ashley Cole; Ramires, Lampard, Moses (Oscar) e Mata; Hazard (Marin) e Torres. Técnico: Rafa Benítez.
GOL – Guerrero, aos 23 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO – Cuneyt Cakir (Fifa/Turquia).
CARTÕES AMARELOS – Jorge Henrique (Corinthians) e David Luiz (Chelsea).
CARTÃO VERMELHO – Cahill (Chelsea).
PÚBLICO – 68.275 espectadores.
RENDA – Não disponível.
LOCAL – Estádio Internacional, em Yokohama (Japão).

Fontes:
http://www.estadao.com.br
.www.tribunadoparana.com.br

Carlos Evangelista é jornalista (ESEEI) e especialista em Sociologia Política (UFPR). Este artigo reflete as opiniões do autor. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

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