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Educação, Vinícius Armiliato

Academia: duplo significante de buscas sempre justificáveis

O que se busca? Uma série de conceitos para dar conta da realidade das coisas como se a realidade existisse? Já é bastante discutido sobre a impotência das palavras diante dos significados que a vida nos faz atribuir significantes.

Significado versus Significante seria um exemplo de abstração acadêmica para exprimir o que é a vida? Ainda bem que existem mais exemplos na prateleira acadêmica… ficaria maçante se não.

Qualquer ciência quer dar conta de por em palavras as coisas inefáveis. Nada novo.

Nada novo também que as ciências humanas não são ciências…

Ciências: Física, Química, Biologia (enquanto não começam a especular sobre a mente).

Quando as especulações passam para valores mentais, tudo vira um valor moral: onde está a psicopatia, a perversão, a depressão, o mecanismo de defesa? Importa pensar?

Psiquismo. O que é? Onde está? Tudo bem que podemos rastrea-los por “emissão de pósitrons”. Vide pesquisa:

http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=neuroscience-meets-psychoanalysis

Tudo bem…  Essa pesquisa permitiu bolsas mensais aos pesquisadores. Mas e o que isso resolve?

Substrato Material versus Substrato Mental e Etéreo.

As coisas são postas em dicotomias. Eroticamente de sadismos uma para com a outra. (o que impõe um masoquismo)

Cabe pensar se há uma saída? É possível não pensar em joguetes de oposições?

Sim, é possível. E isso não é novo.

Parece que já pensaram há algumas décadas que esse modelo teórico bom/ruim, mente/corpo, teoria/prática, não funciona. Ele opera no mesmo nível: elevador/escada, geladeira/refrigerador, carro/caminhão, bicicleta/moto, casamento/bicicleta.

Qualquer coisa pode ser posta para se contrapor. Isso também não é novo.

Multiplicidade de eventos, rizomas, linhas de fuga, cartografias: subversões possíveis. Hoje em dia não é mais novo.

Na academia não é novo nem quando se inaugura um conceito. Afinal, a academia é o lugar no qual se criam essas abstrações e experimentos teórico/práticos. Já estavam esperando pelos conceitos novos que surgiram… só faltava aquela confirmação científica.

A academia é autoerótica? Isso também não é novo.

Mas por que ela existe? Porque ainda insistimos em aplicar noções gerais a corpos que só existem enquanto fenômeno?

Será que devemos pensar a coisa dentro daquilo que ela te oferece? Jesus, isso não é novo!

O que é novo? O que é novo? O que a vivência acadêmica nos trás de novo? Avanços científicos e conceituais que vão envolvendo o núcleo duro e inacessível que é a vida?

O que é novo? Performar a academia? Pagar uma mensalidade pra ter músculos.

Eureka!  Isso é novo.

Vinícius Armiliato é psicólogo clínico (PUC-PR), artista (FAP) e mestrando em Filosofia (PUC-PR). Este artigo reflete as opiniões do autor. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

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