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Eder Silva, Educação

A Teoria da Evolução e a crise de identidade pós-moderna

Abordarei neste ensaio algumas indagações sobre a teoria da evolução, muito propagada no período histórico delimitado como “modernidade” , oficializado apenas em 1859, com a obra de Charles Darwin “A Origem das Espécies” e seguida posteriormente por Raymond Dart.

Já me posicionei em publicação posterior sobre a minha “incredulidade” do progresso humano, e, aqui, me lanço na origem do dilema.

Suponho que este debate é tão antigo que o dilema do “do ovo ou da galinha”; há alguns filmes, como “Idiocracia”, “O vento será sua herança”, “Em defesa da fé” que fornecem algum subsídio do “Caso Scopes”, um episódio na história dos EUA, onde o Estado de Tenesse moveu uma ação contra o professor John Thomas Scopes, de 25 anos, que foi acusado de ensinar sobre a teoria da evolução nas escolas. Este julgamento durou 11 dias e foi transmitido pelo rádio por todo o país, tendo a cobertura do jornalista H. L. Mencken.

O interessante é que, no mesmo país onde se apregoava um “liberalismo” (entre aspas, é claro…), abrindo as portas para o ensino sobre o evolucionismo, hoje se apregoa um fascismo, proibindo que as escolas ensinem o criacionismo, retrocedendo a um estado radicalizante e repressor. É nítido que estão caindo no mesmo erro, antes protagonizado pela religiosidade radical, e hoje propagado por uma pseudo-cientificidade mesquinha e pobre de recursos lógicos.

Se realmente todos os seres vivos evoluíram, sem intervenção de um Criador, estamos diante de algumas dificuldades graves. Tomemos por exemplo o primeiro pássaro. Será que era do sexo masculino ou feminino? Se tivesse sido uma fêmea, porque ela teria evoluído com um aparelho reprodutor masculino? Será que este pássaro respirava? Será que ele respirava antes de os pulmões evoluírem? Por que os pulmões teriam evoluído se, aparentemente, esse exemplar sobrevivia sem eles? Será que o primeiro pássaro tinha boca? Como ele se alimentava antes que sua boca tivesse aparecido? Para onde a boca enviava o alimento antes que o estômago tivesse evoluído?

Segundo o professor Louis Bounoure (diretor do National Center of Scientific Research), a evolução é como um conto de fadas para gente crescida. A evolução, para mim, é como um suicídio intelectual.

“Cientistas que andam por aí afirmando que a evolução é um fato da vida, não passam de grandiosos falsários, e a história que espalham é, talvez, o maior embuste de todos os tempos. A explicação da evolução não apresenta sequer uma vírgula verdadeira” (Dr. T. N. Tahmisian, membro da Comissão de Energia Atômica, EUA).

No mínimo, antes de se afirmar como “mais viável” o ensino nas escolas do evolucionismo, proibindo-se, por outro lado, aulas sobre criacionismo, devêssemos então indagar a nós mesmos sobre parâmetros fisiológicos que constituem nossas necessidades diárias; parâmetros de nossa alma quando observamos que os maiores índices de suicídio acontecem em países ditos como “desenvolvidos” ou de “primeiro mundo”. Será mesmo real a idéia de progresso? Ou, como a teoria da evolução, um embuste, uma idéia plantada em nosso cérebro como um vírus, um parasita alimentando-se da fraqueza do hospedeiro?

Links:

http://advivo.com.br/blog/luisnassif/no-tribunal-o-debate-sobre-a-existencia-de-deus

Eder Silva é turismólogo (UP) e gestor da informação (UFPR). Este artigo reflete as opiniões do autor. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações

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Discussão

8 comentários sobre “A Teoria da Evolução e a crise de identidade pós-moderna

  1. quero assistir o filme primeiro, aí comento alguma coisa…

    Publicado por anovamente | 31 de outubro de 2012, 10:14 am
  2. Pois é, na minha opinião todas as “teorias” tem seus pontos a serem questionados. Para mim, é um pouco difícil acreditar totalmente no evolucionismo ou na criação, acredito que a “verdade” deva estar em algum lugar entre os dois, uma certa mistura de ambos, e que muitas vezes não é admitido pelos seguidores de qualquer teoria. Tenho fé que o tempo fará a fé e a ciência andarem lado a lado

    Publicado por fabiosandi | 31 de outubro de 2012, 5:55 pm
  3. Caros amigos, acredito que ciência e fé têm andado lado a lado há muito tempo. Weber havia apontado para o “desencantamento do mundo”, que teria acontecido na Modernidade. Então, Adorno conseguiu com muita perícia apontar para o novo encantamento que a “racionalidade com intenção a fins” construiu. Continuamos num mundo encantado, em que a ciência torna-se dogma.
    O que me dá gosto na teroia de Darwin é sua liberdade de pensamento. Não sua infalibilidade, que é impossível (ate mesmo Popper já indicou isso). Por outro lado, Adão e Eva me parece uma historinha muito rudimentar. Prefiro, então, Urano e Gaia.
    Abraços.

    Publicado por joseaugustohartmann | 1 de novembro de 2012, 7:01 am
    • Olá Hartmann, primeiro, agradeço os apontamentos sobre Weber e Adorno. Realmente eles conseguiram traduzir muito bem alguns parâmetros sobre “desencantamento do mundo na modernidade” e “as tendências ao retorno espiritualísta voltado para ‘fins’ ” como você mesmo se referiu. Voltado para fins, para mim, contextualiza com “religião”, e não “fé”, pois, a meu ver, a fé é um gesto ou sentimento individual, libertador (não coletivizante escravista, sem necessitar provar nada para ninguém), e se sustenta por ela mesma, não necessitando gerar dúvidas. Já, a ciência, como você deve saber, necessita sim da dúvida, da pesquisa, para realimentá-la e fazê-la existir. A religião, por sua vez, nunca vai andar andar junto com a ciência. Pois ela sempre foi uma maneira repressora de tentar mostrar ao coletivo sua razão de ser. Neste caso, coloco o evolucionismo como uma “maneira religiosamente cega” de se desconstruir a fé, gerando dúvida, mas não conseguindo desconstruí-la, de fato, com provas cabíveis. Caímos novamente no velho dilema: Para se provar que Deus não existe, necessitamos primeiramente ter um parâmetro para tal… Como diz um velho e querido pensador: “Um pouco de ciência nos afasta de Deus; mas, muita, nos aproxima” (Lous Pasteur, em A nova era)

      Publicado por Eder Silva | 1 de novembro de 2012, 8:48 am
  4. Salve Eder. Pois é, a ciência visa (no paradigma moderno) ser absoluta, afirmadora de “leis universais” (como Pasteur tentou fazer). Nesse aspecto, digo, ela não se diferencia de fé (não por ser “escravista”) mas por ser dogmática. Nada contra a fé, aliás concordo plenamente contigo: “a fé é um gesto ou sentimento individual”. O papel da ciência, por outro lado, é bastante questionável. Parece ser o que fazemos agora.

    Publicado por joseaugustohartmann | 1 de novembro de 2012, 10:18 am
    • Junto-me a ti nesta colocação, amigo. Aliás, é sempre bom trocar idéias, vasculhar um pouquinho mais por detrás das portas de nosso consciente, e, espontaneamente debatermos de maneira saudável, responsável e sadia assuntos que são de tamanha relevancia em nossas jornadas! No comentário meu aos seus apontamentos quis enfatizar justamente a diferente da religião com a fé, pois a gente, por vezes, acaba unindo esses dois termos a um único conceito. Estou trabalhando neste assunto ultimamente, e tenho agregado alguns conceitos interessantes. Vamos explorar mais no próximo café, amigo! Abraços fraternos, e, meu muito obrigado pela tua sinceridade em se expor e dirigir seus pensamentos aqui!

      Publicado por Eder Silva | 1 de novembro de 2012, 6:57 pm

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