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Comunicação Política, Eder Silva

Nossa política cronicamente midiática

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Antes que você, amigo cientista político, me tenha como “uma aberração cética-surrealista sarcástica”, me antecipo em pedir-lhe desculpas, caso este post lhe seja interpretado como um niislismo-sociológico ou algo totalmente irresponsável por parte de um mero estudante de sociologia política! Confesso que não tenho todo um aparato mais eticamente educado para me insinuar sobre as últimas percepções políticas que pairam sobre meus toscos e limitados neurônios.

Então, depois de me desculpar, aproveito as circunstâncias que permeia nossos últimos dias de campanha eleitoral para me expressar, não em palavras, mas com este vídeo acima exposto…

A primeira dificuldade em fazer este post foi enquadrá-lo em uma das categorias do blog. Olha, Sílvio, realmente tive muita dificuldade mesmo, amigo!

Enquanto que dúvidas sobrevinham em meus pensamentos, respirei fundo, firmei o pulso e mandei de bate – pronto: “vai em Comunicação política mesmo”. Minhas sinceras e humildes desculpas, professora Luciana. Quero que saíba que o que aprendemos em suas aulas não tem nada a ver com isso que estou publicando (risos). Mas, não me contenho a ver tanta sinceridade neste video, aliás, sugiro que todos os nossos “representantes” politicos se tornem mais espontâneos em suas campanhas. Mais transparentes, mais sinceros conosco, admiráveis eleitores sonhadores mantenedores da demoncracia. Realmente, não há palavras mais sinceras de minha parte. Fiquei muito emocionado quando assisti esse vídeo. Parece que foi uma resposta às minhas orações. Não confunda, amado leitor, com meu lado religioso espiritualista messiânico! A oração é para cá mesmo, neste vasto mundo, sugismundo (…) Tomara que a guilhotina da santa inquisião pós-moderna não venha encontrar minhas artérias! Mas, conversa fiada de lado, vamos ao que interessa.

Dias desses, estava ouvindo uma conversa de estudantes universitários, onde havia futuros advogados, promotores, publicitários, administradores, economistas, e jornalistas. E, ao passo que eles louvavam pela vitória mais expressiva conquistada nesse primeiro turno, ou seja, pelo fato de não haver reeleição aqui em Curitiba (um episódio fora do padrão para nós curitibocas), a conversa tomava um outro rumo, culminando no dilema da preferência de voto nesses dois candidatos que ficaram a disputar pela prefeitura, a saber, o “inexperiente, mas sério” e o “experiente, mas não muito sério”. Isso foi o que eu estava escutando, me mordendo para não entrar na conversa (…). Fiquei então a pensar, do que realmente a política necessita para se manter como estrutura viável na organização social de uma comunidade? E, por outro lado, do que realmente necessita o povo para que haja desenvolvimento social fomentado pela administração pública? Será que, o que necessitamos é de políticos experientes ou de políticos sérios? Bom, mesmo que não haja políticos sérios, fica aí minha indagação a você, eleitor responsável pela “epidermocracia” nossa de cada dia!

Enquanto isso, na sala de justiça…

Eder Silva é turismólogo (UP) e gestor da informação (UFPR). Este artigo reflete as opiniões do autor. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações

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Discussão

4 comentários sobre “Nossa política cronicamente midiática

  1. Aqui está mais uma prova que a mudança vem do povo e não dos políticos. Para aqueles complacentes com o sistema de governo instalado, que continuam na árdua batalha de escolher o menor entre dois males, fica a minha pergunta, qual é o plano? Qual a sua perspectiva diante das opções?
    Proponho nos distanciarmos do sistema, não participarmos, não sermos cúmplices de algo que não concordamos, aplicarmos a desobediência civil na maior amplitude possível, na política, econômia, alimentação…. porém, ainda me reservo o direito de mudar de idéia caso melhores argumentos sejam apresentados…

    Publicado por fabiosandi | 17 de outubro de 2012, 11:38 am
    • É isso aí, Fábio.
      Olha, amigo, a cada eleição que passa, não sei se sou eu que fico mais melindroso ou se são os candidatos que ficam mais cara de pau… é um dilema. Valew mesmo pelo comentário. Estou assistindo os vídeos que voce disponibilizou no teu blog, mano. Abços.

      Publicado por Eder Silva | 17 de outubro de 2012, 6:11 pm
  2. Ao ver este vídeo não sabia se chorava ou se ria, por fim despertou-me imensa indignação, indiferente se este seja humor ou “making of”, nos faz pensar nas opções como discutiu Fabio. Me recordo também dos debates sobre “politicagem” de colegas da classe de Sociologia Política,,, e por fim, vamos ao segundo turno escolher qual artista que fará a melhor charada.

    Publicado por Eli | 17 de outubro de 2012, 12:44 pm
  3. Olha, Eli, seria um elogia chamá-los de artistas. Acho que você é muito generoso nesta tua colocação… Se eles tivessem ao menos o mínimo de criatividade ou profissionalismo na representação, mas, nem isso… A falsidade corre solta nas correntes sanguíneos da “politicagem”, o sangue ferve, e o povão aplaude. Panis et circensis, como dizia Nero!

    Publicado por Eder Silva | 17 de outubro de 2012, 6:14 pm

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