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Carlos Evangelista, Comunicação Política

[Eleições 2012] O exercício sagrado da Democracia

Fenômeno sociopolítico atinge quase a totalidade dos brasileiros que, sedentos por renovação ou pela mesmice, são alvos dos candidatos: do rico ao favelado.

As eleições municipais estão entrando na reta final e agora, após apresentações dos candidatos e das propostas, vem a parte mais envolvente e por que não dizer estafante aos candidatos e também aos eleitores.

Foram dias e dias nos preparativos e nos ajustes das arestas para por a campanha na rua, é chegada a hora de cada candidato tornar público tudo o que sabe de errado do oponente. A população gosta deste momento e acho até que é para isto, além das novas e parecidas propostas, que servem as campanhas eleitorais.

Obviamente que cada candidato tem a sua estratégia de chegada, principalmente no tocante aos gastos. Dizem até que melhor do que começar bem é chegar bem financeiramente nesta fase de cansaço físico e até de delírios.

Quem tem bastante dinheiro tira de letra a fase da organização dos comitês formação, pagamento de equipes, a fase da produção do material de propaganda e a tão esperada fase da reta final, com boca de urna e tudo mais necessário para possivelmente conquistar a vitória desejada. Mas para quem tem pouco dinheiro e minúsculo tempo de TV e rádio é muito desproporcional e quase covardia tamanho massacre, restando tão somente a esperança de uma sonhada guinada dos eleitores. Daí vem a importância do gogó, do corpo-a-corpo, dos favores dos amigos e de todo mundo que possa contribuir voluntariamente para a campanha não ficar pelo caminho, ou até mesmo ser negociada com tem mais recursos e sede de poder.

Evidente fica demonstrado, que além do farto material propagado nas ruas, nas emissoras e nas mídias sociais, as denúncias mexem e influenciam os eleitores indecisos, que nessas alturas são muitos e podem decidir a eleição na boca da urna, haja vista que essa paixão por política é mais latente nas pessoas que com ela lidam ou se envolvem direta ou indiretamente. O político sabe que no dia 7 de outubro todos terão que se envolver diretamente; salvo os omissos ao processo, que delegam a outros essa responsabilidade com a sociedade.

Nesta linha de pensamento, o que se vê é um fenômeno sócio político envolvendo o povo brasileiro, que caminha a passo lento na consolidação da democracia representativa, para com o devido amadurecimento querer, ousar, desejar e exercitar a democracia participativa, quando finalmente o eleitor deixará de ser convidado a participar de tempos em tempos da política, para por iniciativa popular fazer da política o exercício democrático de todo santo dia, seja acompanhando as sessões nas Câmaras Municipais, nas Assembléias Estaduais, no Congresso Nacional, seja cobrando ou denunciando os gestores públicos corruptos que agem de má fé, ou até mesmo irmanados, apresentando projetos de iniciativa popular, ainda tão raro no Brasil.

Carlos Evangelista é jornalista (ESEEI) e especialista em Sociologia Política (UFPR). Este artigo reflete as opiniões do autor. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

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Discussão

Um comentário sobre “[Eleições 2012] O exercício sagrado da Democracia

  1. Muito bom o artigo!

    Está de parabéns!

    Publicado por Pedro | 11 de outubro de 2012, 4:10 pm

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