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Eder Silva, Resenhas

PETRA 40’ERS – THE POWER OF JESUS IN R’N’R

Quem foi que disse que o Rock ‘n Roll, por ser forte, vigoroso e visceral teria obrigatoriamente que ser amargo e mau, com seus bad boys (girls)?
Aceito o lema, mas não as conceitualizações. Sempre ouvi que o rock esta ligado à violência, à marginalidade, à sujeira cultural, rebeldia, subversão, entre outros quadros. Mas, não podemos dar nome aos bois, sem antes conhecer a fundo seu cotidiano.
Sou um apaixonado pelo estilo de música desde os meus 10 anos, e já tentei admitir o contrário, quando me desfiz de minha coleção de 1.531 Lps (discos de vinil). Mas, o espírito outsider roqueiro está na alma e não na mídia (material fonográfico, os discos).
Sempre pude acompanhar as notícias do mundo da música rock ao longo desse tempo, e, mesmo tendo a oportunidade de participar de poucos shows / festivais, como alguns espetáculos na pedreira (Close Up Planet Festival, Ruffles Reggae 1ª e 2ª edições, Ramones, Iron, Angra e Motorhead; AC/DC, etc); na Arena (Ruffles Reggae 3ª edição); Associação Banestado em Praia de Leste (Raimundos com Rodolfo); ainda não tinha realizado meu rock ‘n roll dream (sonho de rock ‘n roll) como diz o Bad Company em uma de suas músicas. Mas, neste último fim de semana, em um sábado que tinha tudo para ser um dia comum, minha irmã Ednanda me ligou fazendo-me um convite imperdível, ou seja, ir ao show comemorativo dos 40 anos do PETRA.

Pois bem, fui com minha esposa, os queridos sobrinhos, a maninha e um queridão, o Felipe Wolf. Chegamos por volta das 20:30, e já havia tocado uma banda de abertura (o Efrata). Ainda tinha mais duas bandas (o Maestah e o Metápolis) excelentes bandas gospel de White Metal de Curitiba, com estilos diferentes, mas qualidades musicais dignas de abrir um show desse naipe!
Exploramos todos os ambientes do Master Hall (exceto o palco, é claro). E, então, chegou a hora do PETRA subir. A galera gritava muito, aplaudindo e cantando junto com a banda. O início foi muito eletrizante, com algumas declarações do vocalista John Schllit, tendo intérprete para que a mensagem chegasse a todos os presentes. Sempre, nos momentos contagiantes das canções, John Schllit canalizava a exaltação e glória “to the Lord”. Estávamos todos bem na primeira fileira do palco, local muitíssimo privilegiado, podendo receber todo carisma e carinho da banda para com a platéia. A organização do evento foi “de responsa”, não houve tumulto, confusão ou sequer algum contratempo, perfect mesmo!
Na outra metade do show ficamos no andar de cima, e pude observar toda a energia da banda e sincronia dos músicos consigo mesmos, e da plateia com a banda…

Tocaram sua canções, como a rara “beat the system”, o petardo “I waited for the Lord on high”, as eletrizantes “Somebodys gonna praise His name” e “All fired up”, na minha opinião, o ponto alto do show. Mas também canções clássicas de hinário antigas como “Amazing Grace” e “How great thou art”, moldadas a um vocal afinadíssimo de John, da les paul freneticamente eletrizante de Bob Hartman, do baixo pulsante e condutor de Greg Bailey, e da batera fornecendo toda a base jovial da banda, com o novo integrante, o argentino Cristian Borneo. O set fechou com “He came, He saw, He conquered”.
Eu já sabia que não seria a mesma coisa a partir daquele dia, me segurei mesmo pra não extravasar, descarregar todo meu r ‘n r dream ali mesmo… Não sou de tietagem, mas, a alegria era muita, tirei algumas fotos bem pertinho do palco, queria muito tirar uma foto com a banda, mas não deu mesmo, havia muita gente de fora, de outros estados, que viajaram de longe pra isso (RS, CE, SE, SC, MG, SP, RJ, ES, etc). Então não achei digno de minha parte aproveitar da situação. Meu “rock n roll dream” já estava consumado. Pude sentir a alegria contagiante da banda, sua simpatia para com o público, o carinho sincero, pois, com toda certeza não consegui encontrar estrelismo ou falsidade nas atitudes e palavras do vocalista John Schllit e dos demais integrantes. Muito carisma mesmo! Tinha visto o mesmo carisma da noite de autógrafos do NAZARETH em Curitiba, há alguns meses, mas, com o PETRA, foi muito nobre!

Ali havia energia visceral marcante na música, mas também havia doçura, simplicidade e sinceridade! Não sou bom nas palavras, pois me falta a crítica jornalística imparcial e competente para comentar sobre um evento dessa magnitude. Mas, minhas palavras são a expressão de minha alma.
Para completar a noite, quando estávamos saindo do show, encontramos uma galera muito animada, que nos pediu para leva-los para o hotel, no centro de Curitiba. Tinha gente de muitos estados do país, mas, ali para nós não havia fronteiras ou barreiras culturais. Conversamos como se já tivéssemos nos conhecido há muito tempo!
Trazendo para o lado sociológico, acredito que a música é uma ferramenta de transformação social, e também de potencialização na criação de identidade social, que, neste caso, denotava o “uivo pulsante de uma geração que não compactua com o relativismo, imoralidade e corrupção” que teima permanecer alojada no (in) consciente coletivo aqui no nosso país!
Fica aqui minha sincera gratidão a Deus, por ter me privilegiado desta ocasião, minha esposa e companheira Andréia (sem palavras…), ao meu cunhado Paulo Cesar que fez o transporte da banda e se lembrou de mim, minha irmã Ednanda, sobrinhas Elisa e Sarah, ao Felipe, sua irmã a jornalista Sandra Terena, o organizador e jornalista Oswaldo Eustáquio e as bandas.

O que ficou foi um gostinho de quero mais, depois da promessa de que ano que vem teremos mais PETRA acompanhado de STRYPER e BRIDE!

O PETRA é o outsider do rock’n roll, desvinculando a idéia de que o rock, por regra, tem que ser mau e sujo; derrubando as barreiras e fronteiras, trazendo uma mensagem de reconstrução, edificação e apontando o caminho para a sociedade ora desesperançada.

Eder Silva é turismólogo (UP) e gestor da informação (UFPR). Este artigo reflete as opiniões do autor. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações

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Sobre Eder Silva

I'm a outsider

Discussão

6 comentários sobre “PETRA 40’ERS – THE POWER OF JESUS IN R’N’R

  1. dale roQuemrou e suas infinitas vertentes… pô que massa ir no show do Petra… pra mim o som é um Hard Rock 80’s com letras religiosas… tem muita música de qualidade com temáticas religiosas… como o próprio Elvis Presley e tantos outros… é isso aí!

    Publicado por anovamente | 19 de setembro de 2012, 1:49 pm
    • É isso mesmo Adriano, os caras são os vovôzões do rock, brother. Eu nem tinha nascido e eles estavam pegando a estrada, em 72. Pena que a gente não tem condições de assistir aos shows destas bandas precursoras, pois, geralmente, o custo é muitíssimo alto, quase inacessível aqui em Curitiba. Minha sugestão é de que haja shows de bandas como esta, exibidos em praça pública. Que a cultura musical também seja compartilhada!
      Sonhar não faz mal, né.

      Publicado por Eder Silva | 19 de setembro de 2012, 9:11 pm
  2. Fala garoto! Os caras são bons mesmo! Eu tinha o CD ” unseen power” deles! Um showzinho de rock sempre é bom, melhor ainda quando as chances de sair vivo e inteiro são maiores, né?…rs…abraços!

    Publicado por silvioavila | 19 de setembro de 2012, 1:49 pm
    • Muito bom mesmo Silvio. Os caras têm 24 albuns, são precursores do gênero (white metal / rock gospel), a qualidade de som muito boa mesmo. Não é a toa que são 40 anos de estrada, né. Eu tinha 11 anos de idade quando conheci o som desta banda. Cara, incrível mesmo, não teve nenhuma confusão sequer, a platéia foi 10, eletrizante, mas com muito respeito, sem estardalhaços. Foi um show para a família toda, Silvio… sem comentários. Ano que vem tem mais, quem sabe.

      Publicado por Eder Silva | 19 de setembro de 2012, 8:46 pm
  3. Amor, foi muito bom ir no show com vc, gostaria de expressar toda minha alegria neste dia e tantos outros que tenho ao seu lado, mas vc sabe que sou péssima em expressar atraves de palavras o que sinto.
    Então só tenho a dizer que é maravilhoso acordar todos os dias com um principe ao meu lado e um poeta onde sabe colocar cada expressão em palavras e gestos como jamais visto, continue assim……….. AMO MUITO VOCÊ, DE SUA ETERNA MORENINHA “Andréia”.

    Publicado por Andreia | 10 de outubro de 2012, 1:32 am

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