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José Augusto Hartmann, Violência e Cidadania

A maratona do preconceito

http://ana-educacaoconsciente.blogspot.com.br/2010/04/jogos-paraolimpicos-de-beijing-exemplo.html

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Todos sabem que os Estados Unidos da América são uma superpotência olímpica. Seu maior rival fora a União Soviética, mas, extinta em 1991, viu a pulverização dos ganhos esportivos entre as várias repúblicas que passaram a disputar sozinhas. A Rússia, diga-se de passagem, ainda fatura muitas medalhas, mas nada comparado ao antigo status de rivalidade com os E.U.A. Hoje, apresenta-se como uma nova potência, ocupando o lugar deixado pelos soviéticos, a China. Desde os Jogos de Pequim, em 2008, passou a disputar com os americanos o primeiro lugar.

Nos Jogos Pan Americanos, então, a coisa fica ainda mais fácil para os vizinhos do norte. Cuba busca se aproximar da superpotência, o Brasil sonha em chegar na segunda colocação – o que ainda não conseguiu –  e ainda se pode falar das participações de México, Canadá e Argentina. Tudo isso demonstra a quantidade de investimentos feitos no esporte de alto rendimento. Exemplo é a pequena Ilha caribenha atingir a segunda colocação, enquanto países imensos como Brasil e Canadá patinam atrás.

Entretanto, se o exemplo avassalador dos E.U.A. demonstra sua preocupação com o esporte olímpico, o mesmo não se pode dizer sobre o esporte parolímpico. Nos últimos Jogos, em Guadalajara, em 2011 a vitória ficou para os brasileiros! Motivo de orgulho muitas vezes esquecido pela nossa distraída mídia. O Brasil teve 81 ouros, 30 a mais que os norte-americanos! Nessas Paralimpíadas de Londres novamente os E.U.A. estão longe do primeiro plano, ocupado até o momento pela China (post escrito antes do fim dos Jogos).

Um projeto de mundo que exclui os deficientes físicos já foi proposto uma vez. Trata-se do projeto nazista, que defendia que os deficientes são geneticamente inferiores. Os ignorantes, obviamente, não conheciam Stephen Hawking. O que nos impressiona não é a estupidez do início do século XX, mas a manutenção de seus preceitos e preconceitos no século XXI.

confira o avanço do Brasil nos Jogos Paralímpicos desde Barcelona 1992:

Pequim-2008
16 ouros, 14 pratas e 12 bronzes (47 medalhas no total)

Atenas-2004
14 ouros, 12 pratas e sete bronzes (33 medalhas no total)

Sidney-2000
Seis ouros, dez pratas e seis bronzes (22 medalhas no total)

Atlanta-1996
Dois ouros, seis pratas e 13 bronzes (21 medalhas no total)

Barcelona-1992
Três ouros e quatro bronzes (sete medalhas no total)

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1150577-no-penultimo-dia-brasil-supera-melhor-desempenho-em-paraolimpiadas.shtml

Até sábado, dia 08/09/2012 o Brasil contabilizava 20 ouros, 14 pratas e 8 bronzes, na 7ª colocação. Estados Unidos da América apareciam uma posição a frente dos brasileiros, em 6º.

José Augusto Hartmann é filósofo (FACEL) e historiador (UFPR). Este artigo reflete as opiniões do autor. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

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Discussão

2 comentários sobre “A maratona do preconceito

  1. esse assunto me interessa… poderia estender essa discussão neh!

    Publicado por anovamente | 14 de setembro de 2012, 12:01 pm
  2. salve Adriano, estive refletindo um pouco sobre o fascismo nos dias atuais… Parece estar muito vivo naquele Norte…
    abraço.

    Publicado por joseaugustohartmann | 14 de setembro de 2012, 11:19 pm

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