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Administrador

Inaugurando a casa!

Quando ouvi a expressão “sociologia política” pela primeira vez pensei que todos os meus problemas estariam resolvidos. Faltava “liga” quando o assunto era estratégia empresarial, pois as convicções, valores e crenças dos dirigentes se sobrepunham a criteriosas e racionalizadas análises de mercado. Notava que a burocracia estatal é lenta porque a ideologia de determinado grupo não suprime a necessidade de alianças. Ficava indignado porque as pessoas discutem pouco sobre política, mas também sobre economia, finanças, direitos humanos, sociedade, entre outros. E, se discutem pouco, é porque pouco sabem, pouco se interessam.

Então, falar em sociologia política me levaria a compreender o mundo da coalização, da estrutura de poder, da persuasão, das políticas públicas. Certo? Quase isso. Durante o primeiro ano da especialização na UFPR, busquei fontes de informação, fóruns de discussão sobre o tema, grupos de profissionais e especialistas na área, mas, ou o foco era ciência política ou sociologia. Procurei algum grupo de egressos do curso em redes sociais, sem sucesso. Achei alguma coisa de professores, mas penso que a contribuição para “fora da academia” ainda é pequena.

Aos poucos, fui descobrindo que a fonte de informação mais confiável e válida não estava nos meios “tradicionais” (internet já pode ser considerada um meio tradicional?). Ela estava nos colegas de classe. Ouvir relatos de experiências como fuga da ditadura no Chile, dificuldades para ministrar aulas no ensino brasileiro, viver em anarquia num país do outro lado do Atlântico, entre outras variadas e numerosas situações que viveram ao longo de sua vida.

Junte a esses relatos a formação em história, ciências sociais, pedagogia, administração, economia, turismo, psicologia, entre tantas outras áreas, conceitos, preconceitos, visões diferentes do mesmo autor, clássico ou não, e teremos, de fato, um vasto material para compreender a sociedade nos dias de hoje e como ela chegou até este ponto.

Aí sim, pode-se assumir que o currículo da especialização vem agindo como o “cimento” da obra, consolidando os saberes clássicos dos campos em que a sociologia política se mistura à experiência e formação pessoal de cada aluno. E esse “cimento” correria o risco de se perder, ou melhor, de ficar gravado apenas nas pessoas que passaram por essa experiência.

Para que isso não ocorra, tivemos a idéia de tornar esse conhecimento público, de levar as discussões de sala de aula a quem possa interessar, de usar uma ferramenta que permita encontrar e dialogar com outros colegas, oriundos de outras partes do país, mas com o mesmo interesse: analisar e compreender com profundidade os fenômenos políticos e sociais.

Assim nasce o “Blog de Sociologia Política”. Começamos com uma pequena equipe de alunos, que escreverá sobre assuntos de interesse e pesquisa diversos, tomando como base sua formação e experiência profissional e pessoal, suas crenças e valores e capacidade intelectual. Esperamos que outros se juntem a nós e, assim, esse blog se torne um fórum de discussão, pesquisa e rede de contatos entre pensadores do tema no Brasil.

Seja bem-vindo! A cada dia, um novo post, uma nova idéia, uma nova questão. Comente, participe, siga o blog, e não deixe de contribuir!

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